Zico e Pelé a pairar no encontro entre Flamengo e Santos

Brasil 12-09-2019 07:41
Por João Almeida Moreira, correspondente no Brasil

Se Pelé é considerado o rei do futebol do Brasil e também no mundo, no Santos é simplesmente o Deus que tornou a cidade brasileira de médio porte famosa nos cinco continentes. E se Pelé é Deus na Vila Belmiro, Zico não anda longe no Flamengo, cujos adeptos se desejam mutuamente «feliz natal» a cada 3 de março, data do seu nascimento. Um e outro são os símbolos da história e da grandeza dos dois clubes. Se bem que um seja ainda mais histórico. E o outro seja ainda maior.

 

O Flamengo tem no seu museu cinco títulos do Brasileirão, uma Taça dos Libertadores da América e uma Taça Intercontinental entre muitos outros troféus. Mas o Santos conquistou oito vezes o campeonato nacional, três o continente e duas o mundo, um palmarés inigualável. O peixe, aliás, é também um gigante de cerca de sete milhões de adeptos e incontáveis fãs mundo afora mas ainda assim longe dos impressionantes cerca de 35 milhões membros da nação rubronegra.

 

Em duelos, o Santos tem ligeira vantagem: são 46 vitórias, contra 43 derrotas em 124 partidas. Uma vantagem reforçada nas três vezes em que se encontraram para decidir troféus: se o Fla venceu a final do Brasileirão de 1983 (ainda com mata-mata), ao bater o rival por 3-0 perante quase 156 mil adeptos no Maracanã, depois do 1-2 da primeira mão, em plena era Zico, havia perdido na Taça Brasil, equiparado ao campeonato, de 1964, em plena era Pelé, autor de um hat trick em vitória por 4-1 na Vila, seguida de nulo no Rio.

 

O desempate aconteceu no Torneio Rio-São Paulo de 1997 quando ao 2-1 na casa do Santos, com golo do ex-portista Alessandro pelo meio, o Flamengo respondeu apenas com um 2-2, com bis de Romário, no Rio. No Rio, entretanto, manda o Flamengo: 16 vitórias contra nove derrotas com o rival em 34 partidas. Foi, no entanto, em Santos que o Fla conquistou a mais memorável das vitórias recentes sobre o rival - um inesquecível 5-4 com recital de genialidades de Neymar, de um lado, e de Ronaldinho Gaúcho, do outro.

 

No sábado, a história é outra: não estão em campo nem Zico, nem Pelé, nem Neymar, nem Ronaldinho. Sob as ordens do português Jorge Jesus e do argentino Jorge Sampaoli, entretanto, atuarão, por exemplo, Gabigol e Bruno Henrique, pelos anfitriões, uma dupla que encantou a Vila Belmiro no ano passado mas que a direção santista não conseguiu segurar, e Jorge, o lateral internacional brasileiro que veste de alvinegro mas foi criado nas escolas do Ninho do Urubu. A não perder.
 

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