23 março 2025, 21:32
Erro de Rúben Dias e Eriksen a gelar Alvalade (vídeo)
Médio do Manchester United fez o 2-2, aos 76 minutos
Tudo começou com CR7 a falhar num dos piores penáltis da carreira e a redimir-se depois. Erro incrível de Rúben Dias quase deitou tudo a perder. Do banco saltou a salvação
O melhor em campo: Trincão (8)
Foi a jogo aos 81’ e em boa hora: na carreira de tiro, conseguiu, aos 86’, um remate de belo efeito de pé esquerdo a ressuscitar a equipa. Que bela entrada em jogo! E o que se seguiu, meus senhores, foi um luxo: após disparo forte de Gonçalo Ramos, eis de novo Trincão, em jeito e de primeira, a fazer o 4-2, com 48 segundos jogados no prolongamento. Abriu o livro depois com fintas loucas e passes do outro mundo, como aquele para Diogo Jota (112’), que quase levou Bruno Fernandes a fazer o 5-2. Não foi ali, foi depois quando fez a pré-assistência para Diogo Jota servir Gonçalo Ramos para o golo final (112’).
Diogo Costa (6) - Estava atento no primeiro disparo intencional de Hojlund (24’), remate que, porém, saiu rasteiro e fraco. Apanhado de surpresa por erro tremendo de Rúben Dias (76’), ficou perdido na área e nada podia fazer perante Eriksen (2-2). No prolongamento, com concentração total, segurou a vantagem.
Diogo Dalot (5) - Sempre muito voluntarioso nas compensações, salvou várias vezes Portugal por conta da sua precisão nos cortes mostrando-se, depois, muito bem nos passes a relançar a equipa. Não se livrou, porém, de um enorme susto quando, num lançamento lateral, serviu... Hjulmand que ficou perto do 1-1 (49’). Foi perdendo gás, na mesma medida em que acumulou erros de marcação na segunda parte, acabando substituído aos 81’.
Rúben Dias (4) - Que erro tremendo aos 76’, a deixar a bola à disposição de Biereth e Dorgu, apanhando todos em contrapé, com Eriksen a desmarcar-se no coração da área e a fazer o 2-2. Esfumava-se ali o que de tão bem fizera antes.
23 março 2025, 21:32
Médio do Manchester United fez o 2-2, aos 76 minutos
Gonçalo Inácio (6) - Hojlund, o herói de Copenhaga, teve no central do Sporting uma sombra que não lhe permitiu um milímetro de espaço. E que bonito é, também, vê-lo na primeira fase de construção, sobretudo nos passes longos e perfeitos para os atacantes, como se viu aos 45’, quando serviu Rafael Leão, a... 80 metros. Não se livrou, porém, de um erro, quando perdeu para Biereth, já na compensação e Portugal quase sofreu o 3-3 (90+1’).
Nuno Mendes (5) - Perfeito o cruzamento (3’) para Ronaldo, travado com falta para penálti. Repetiu o gesto aos 17’, e CR7 quase marcou de cabeça... Várias vezes vítima de entradas mais musculadas dos dinamarqueses, sobretudo por conta de estes terem percebido o perigo que representava, sobretudo em zonas mais interiores do terreno, cometeu dois erros que deixaram a defesa portuguesa em polvorosa, mas que não tiveram consequências.
Bruno Fernandes (7) - Parecia meio perdido na pressão dinamarquesa ao longo de quase toda a primeira parte, até que, num canto, por ele convertido, viu a bola voar até à cabeça de Andersen e ir direitinha para a baliza. Foi, também, fundamental no segundo golo de Portugal, disparando ao poste e vendo Ronaldo emendar na recarga para o 2-1 (72’). E, já no prolongamento, ainda participou, com toque subtil, no decisivo 4-2 marcado por Trincão. E teve nos pés o 5-2 (112’), mas viu Schmeichel fazer uma defesa do outro Mundo! Uff!
Vitinha (5) - Pulmão e transpiração, mas pouquíssima inspiração na noite de Alvalade, quer a defender, quer a atacar. Mostrou-se na primeira oportunidade que teve de meia distância, atirando com grande perigo, porém ligeiramente por cima (35’).
23 março 2025, 22:21
Depois de ultrapassada a Dinamarca, a Seleção Nacional marca encontro com os germânicos, que jogarão em casa nas meias-finais
Bernardo Silva (5) - O jogo 100 com a camisola de Portugal merecia Bernardo em todo o seu esplendor. Mas Martínez assim não quis: pô-lo ao lado de Vitinha, mais na luta do que na criação, mais na destruição do que na construção. Demonstrou imprecisão no passe e dificuldades de posicionamento, pouco comuns no experiente jogador do City, e aliou a estes factos desconcentração em demasia e alguns desentendimentos com Vitinha. Ainda assim, intenso e corajoso, foi importante a segurar o apuramento.
Francisco Conceição (4) - Intensidade máxima nos primeiros minutos a ajudar à pressão alta fortíssima de Portugal... A equipa amaciou depois e Francisco também. Ressurgiu num lance de insistência em que conseguiu servir Vitinha para remate perigoso (35’) e, mais tarde, com um disparo de primeira que, só devido a desvio in extremis, não resultou no 2-0 (53’). Os apagões continuaram, os passes errados também. Ainda tentou nas acelerações, mas neste duelo nada resultava. Foi o segundo a sair (81’).
Cristiano Ronaldo (6) - Alvalade assistiu a uma raridade: penálti falhado por CR7 e... de forma escandalosa (terá sido das piores grandes penalidades da carreira!). O falhanço aconteceu aos 6’, ele que, aos 3’, sofrera a falta que, precisamente, resultou no castigo máximo. Pouco depois (17’), tentou de cabeça para boa defesa do dinamarquês. Estava lançado o duelo, mas A redenção, essa, só chegaria aos 72’, num desvio perfeito na direita, picando por cima do guarda-redes, para o 2-1. Ainda tentou na força aos 79’, mas o chuto saiu à figura, e, de novo, aos 80’, para mais uma defesa de Schmeichel.
Rafael Leão (4) - Foram poucos os duelos em que se envolveu com o marcador direto (Cristensen) e... perdeu-os todos na primeira parte. E, na segunda, igualmente... Foi, sem surpresa, o primeiro a sair, aos 62’.
Diogo Jota (7) - Entrou aos 62’ para levar perigo e intensidade a zonas mais interiores do ataque e conseguiu-o. Não tanto com bola, mas mais por conta de movimentações inteligentes que foram abrindo espaços na defesa adversária. E, aos 112’, aí sim com bola, serviu na perfeição Gonçalo Ramos para o 5-2 final.
Nélson Semedo (6) - Lançado por Martínez aos 81’, levou para o corredor direito a energia que já ia faltando. Aposta ganha!
Gonçalo Ramos (7) - Evidenciou-se logo nos primeiros instantes do prolongamento, com um disparo potente que provocou defesa difícil de Schmeichel e que resultou no desvio perfeito de Trincão para o 4-2. Aposta em cheio de Martínez para o prolongamento: o pistoleiro do PSG faria à ponta de lança o 5-2 que tranquilizou, por fim, a Seleção (112’).
Rúben Neves (5) - Era preciso segurar a preciosa vantagem que garantia a qualificação e o médio do Al Hilal cumpriu, com competência e garra.
O João Pimpim (autor destas notas) é lagartim…só pode…