Empresário do treinador reconhece que situação na Roma não era boa, confessando também «surpresa» pelo despedimento
Jorge Mendes, empresário de José Mourinho, revelou que o treinador português está de «consciência tranquila» pelo trabalho que fez na Roma, clube que o despediu do comando técnico na passada terça-feira, na sequência de uma série de maus resultados.
Imprensa italiana revela como é que o treinador português soube do despedimento e como reagiu. Tiago Pinto segurou o 'Special One' em setembro, altura em que os donos da Roma já queriam ter despedido o técnico
«Fiquei surpreendido, não esperava que fosse despedido. O José é um vencedor: foi o primeiro a ganhar três títulos no Man. United depois de Sir Alex Ferguson, com uma equipa que não tinha os jogadores que já teve no passado. Voltou ao Chelsea e ganhou a Premier League. No Tottenham, foi despedido antes de jogar a final da Taça da Liga e na Roma ganhou a Liga Conferência, um título depois de tantos anos… Continua a ser um vencedor, está de consciência tranquila, sabe que fez um bom trabalho, mesmo com um plantel limitado quando comparado a Inter ou Juventus», começou por dizer o agente português, em entrevista ao jornal italiano Gazzetta Dello Sport.
O futebol quer de volta o técnico que provou ter razão quando se considerou especial
«É verdade que a Roma estava em 9.º lugar, mas apenas a cinco pontos do 4.º, com 18 jornadas por jogar. Ele queria continuar na Roma e estava convicto de que podia dar a volta à situação», assegurou Jorge Mendes, explicando ainda o que pode reservar o futuro próximo, já depois de negar negociações da direção da Roma com Mourinho para a renovação de contrato, que terminava no fim da época.
«Mourinho ganhou 26 títulos na carreira e vai ganhar mais, não tenho qualquer dúvidas. O futebol é uma indústria e ele apresentou sempre resultados. O futuro? É muito cedo para dizer. É um treinador talhado para os grandes clubes. No verão, clubes sauditas fizeram propostas absurdas, mas decidiu continuar na Roma porque adorava o clube», lembrou ainda.