Com taekwondo em suspenso, Rui Bragança luta pelo lado da medicina

Taekwondo 21-03-2020 13:19
Por Célia Lourenço

Com o primeiro ano de internato geral agendado para setembro, Rui Bragança não pode exercer o que aprendeu na licenciatura em Medicina. Ainda assim, em tempo de guerra ao Covid-19, o antigo n.º 1 mundial de taekwondo, modalidade na qual o olímpico vive mergulhado em incerteza, alistou-se para a Linha de Apoio ao Médico (LAM) da Direção Geral de Saúde e, assim, dar o contributo no combate a este inimigo invisível. Foi desse combate pela vidas dos outros que conversou com a A BOLA.


«É uma linha a que os profissionais podem recorrer e, em caso de validação dos casos suspeitos, são ajudados com os protocolos a seguir. Inscrevi-me nessa, mas outros colegas já foram chamados para estar na Linha SNS24. Fazer e receber chamadas é uma coisa que podemos fazer de casa. E já que, dificilmente, vou iniciar o internato no hospital no tempo previsto, acedi ao apelo da Ordem dos Médicos e tenho, através das redes sociais, apelado a amigos e conhecidos para que façam o mesmo. Sempre podemos ajudar. Espero que me chamem», rogou o atleta que combate na categoria de 58 kg.


Natural de Guimarães, é fechado em casa na cidade de Braga que expressa a esperança de, em setembro, a realidade estar a começar a ser reposta. «Seria o ideal, mas é importante que todos cumpram as normas da DGS. O tempo que isto vai demorar, dependerá se resulta a vacina que dizem ter sido encontrada, da forma como os governos lidam com a situação, como as pessoas respeitam o isolamento e as medidas necessárias», especificou o atleta de 28 anos, lembrando um TED Talk que vira durante os tempos de estudante que já falara numa pandemia como esta.

 

«Na altura, o especialista lembrou a gripe das aves, a espanhola, o SARS e tantas outras e dizia que em breve o mundo ia passar por algo semelhante ao que estamos a viver», recordou Rui Bragança.


Os Jogos de Tóquio-2020 estão envoltos num limbo para todos os atletas do planeta e Bragança não foge à regra. «Não me qualifiquei através do ranking que terminou em dezembro, na passada semana fui para a Bélgica para uma prova antes da decisiva de apuramento olímpico. Não competi porque foi cancelada e a de qualificação, que teria lugar a 18 de abril, em Milão, também. Não sei como vai ser. Se vai haver prova de apuramento ou se os Jogos propriamente ditos se realizam. Resta-me ir treinando», finalizou. 
 

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