Luís Montenegro discursou na tomada de posse dos novos órgãos sociais do Comité Olímpico de Portugal
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Montenegro e Marcelo incentivam Fernando Gomes: «Momento histórico»

Primeiro-ministro e Presidente da República enaltecem percurso do recém-eleito presidente do COP; Marcelo Rebelo de Sousa antevê, todavia, «três obstáculos» no seu mandato

Finda a intervenção de Fernando Gomes na sua tomada de posse como presidente do Comité Olímpico de Portugal, seguiram-se os discursos do Primeiro-ministro cessante, Luís Montenegro, e do presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

O Primeiro-ministro português foi o primeiro a intervir, elogiando a experiência acumulada do presidente eleito para o COP e anteviu, por isso, uma passagem bem-sucedida no seu mandato.

«Dificilmente se encontra um dirigente desportivo com um percurso tão preenchido e, portanto, com tanto conhecimento e experiência para poder agora, neste que é seguramente o cargo mais transversal no desporto, aplicar toda essa experiência e fazer do olimpismo português aquilo que também conseguiu fazer em todos os cargos que exerceu até ao momento e que é, precisamente, o que aqui agora assumiu como principal objetivo: alcançar resultados. Estamos num momento bom do olimpismo português», observou.

Seguiu-se nova intervenção, desta feita do presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que constatou um «momento histórico» para o desporto e, mais concretamente, para o olimpismo nacional.

«Sentimos que estamos a viver um momento histórico na realidade olímpica do nosso país. É histórico pela categoria das candidaturas [Fernando Gomes e Laurentino Dias, também presente], pelas circunstâncias que a levaram a realizar [falecimento do anterior presidente, José Manuel Constantino] e pelo desafio que temos pela frente que é um desafio para a nossa juventude, o nosso futuro e o futuro do mundo», afirmou, antevendo, ainda assim, uma tarefa difícil para o novo líder do COP.

«É evidente que temos perante nós um eleito que tem atrás de si uma obra muito boa numa área tradicionalmente privilegiada no desporto português, o futebol, no que foi planeado a curto, médio e longo prazo. É um facto indesmentível – mas tem três obstáculos pela frente», anteviu.

Segundo o presidente da República, as três maiores dificuldades para Fernando Gomes consistirão na «comparação com o seu antecessor {José Manuel Constantino], uma lenda viva», além de que, na resolução de problemas «enquanto presidente da FPF, tinha uma proteção chamada Liga»; em, terceiro, a «concorrência» com que o desporto olímpico português se depara, lembrando que «no futebol éramos dos muito bons, mas no futebol não havia China nem EUA, que não são muito bons no futebol, mas são muito bons nos restantes».