Internacional abandona jogo após alegados insultos racistas de jogador do Torino
Kauã Barbosa acusa Filippo Conzato de lhe ter chamado «macaco» em duas ocasiões
No Torneio Viareggio, competição internacional de formação italiano, um caso de alegados insultos racistas está a marcar a prova. Durante o duelo entre Torino e Internacional, a contar para os oitavos de final, o lateral-esquerdo Kauã Barbosa foi expulso após ter partido para cima de Filippo Conzato, adversário que, segundo afirmou, lhe chamou «macaco» em duas ocasiões.
Em resposta ao vermelho mostrado a Barbosa, que deu um soco nas costas de Conzato, João Miguel, treinador da equipa de Porto Alegre decidiu abandonar o relvado, com a organização a dar, em primeira instância, a vitória aos italianos por 3-0 devido a desistência. No entanto, os jogadores do Internacional ainda voltaram ao terreno de jogo, mas, nessa altura, foram os do Torino que rumaram aos balneários. A organização já reagiu.
«O Torino-Internacional não será retomado. Durante o intervalo, o Internacional denunciou uma expressão discriminatória de um jogador do Torino Devido a essa expressão que terá sido proferida, Kauã reagiu, e isso foi um facto objetivo, de tal forma que o árbitro o expulsou. O Internacional abandonou o campo, o treinador João Miguel reuniu todos os jogadores, os que estavam em campo e os que estavam no banco, e abandonaram o relvado, regressando aos balneários sem qualquer intenção de voltar ao terreno. Os jogadores do Torino permaneceram no relvado. No momento em que o Internacional abandonou o campo, o árbitro apenas teve de tomar nota de que uma das duas equipas tinha saído. No momento em que, após dez minutos, o Internacional é convencido a reentrar em campo, de acordo com os regulamentos, não há motivos para retomar o jogo, que está suspenso e permanentemente interrompido. As decisões serão tomadas pelo juiz desportivo», diz a nota oficial, que ainda afirma que, se a expressão tivesse sido ouvida pela organização, o Torneio Viareggio tê-la-ia condenado, «não com palavras, mas com atos».