Os destaques do FC Porto: Galeno tinha as chaves do cofre que Pepe guardou
Galeno marcou dois golos e assistiu para mais dois. FOTO GRAFILABS

Os destaques do FC Porto: Galeno tinha as chaves do cofre que Pepe guardou

NACIONAL13.12.202323:09

Luso-brasileiro supersónico e oportunista escancarou as portas dos oitavos; Capitão marcou o quarto golo, reforçou recorde e como que fechou as contas; Eustáquio rei do azar

Melhor em campo: Galeno (8)

Com pezinhos de lã apareceu ao segundo poste, oportuníssimo, a marcar o primeiro golo. No segundo, grande fatia do mérito é seu, pois burilou quase toda a jogada, culminada com remate potentíssimo numa altura em que o Shakthar apertava. Portanto, tinha as chaves do cofre onde estavam os milhões da Champions, numa ideia consolidada naquela arrancada depois de roubar a bola para oferecer o terceiro golo portista a Taremi. Quem pensasse que as pilhas já se lhe tinham acabado enganou-se e pouco antes de sair para a ovação ainda teve energia para mais uma arrancada a colocar a defesa ucraniana em sentido. Pelo meio, penteou a bola antes do golo de Pepe.

(6) Diogo Costa — Jogo ingrato para um guarda-redes que sofreu três golos devido a erros alheios ou ao azar. Antes, grande defesa a remate de Gocholeishvili (28’) e uma constante: excelente a controlar a profundidade e no passe longo. 

(5) Jorge Sánchez — Começou o jogo com uma boa intervenção no lance do primeiro golo portista mas onde queimou a fotografia foi no aspeto defensivo, numa abordagem algo inusitada da qual resultou o segundo golo do Shaktar. 

(7) Pepe— Quando a equipa como que tremia depois do segundo dos ucranianos, guardou a chave do cofre dos oitavos com um remate certeiro que consolidou o recorde de jogador mais velho de sempre a marcar na Liga dos Campeões: são agora 40 anos e 303 dias. Merecedor de aplausos, como é óbvio. 

(6) Fábio Cardoso —Controlou o espaço sem grandes problemas e não foi por ele que o FCPorto sofreu três golos, todos eles com histórias meio recambolescas pelo meio 

(5) Zaidu— Fica na retina o atrevimento na primeira parte mas, ,malgrado o engano que o árbitro auxiliar possa ter causado no lance do primeiro golo do Shaktar,também é para esquecer — ou se calhar lembrar — a forma como foi ultrapassado por Zubkov, mostrando-se completamente baralhado. Ainda deu alguma profundidade ao flanco esquerdo dos dragões.

(6) Pepê — É uma verdade inquestionável que o brasileiro não sabe jogar mal, mas talvez se esperasse que soltasse mais a magia num jogo crucial na temporada do FCPorto. Apesar da enorme capacidade de reter a bola, esperavasse mais desequilíbrios. Não encantou nem deslustrou, ficando-se a meio do caminho para quem joga tão bem futebol. 

(6) Alan Varela — Na primeira parte esteve num plano bem o argentino aceitável, na segunda desceu de nível, talvez penalizado pelo cansaço de ter pressionado muito a primeira linha do Shakhtar antes do intervalo. Pede-se um pouquinho mais a jogador de equipa grande. 

(6) Eustáquio —A nota poderia ser mais alta não tivesse sido o rei do azar com aquela bola que inauditamente lhe bateu no corpo e consumou o segundo golo dos ucranianos. De resto, muito bem na pressão ao meio-campo adversário e sempre com vistas largas a abrir novos horizontes à sua equipa. 

(7) Taremi — Começou o jogo a assustar o Shakhtar com uma cabeçada perigosa logo aos dois minutos. Manteve-se sempre muito ativo na pressão alta à defesa contrária e com os olhos na baliza contrária e colocou a cereja no topo do golo com um golo num remate espontâneo de pé esquerdo após passe de... Galeno. 

(6) Evanilson— Na primeira parte participou ativamente no primeiro golo e preocupou-se bastante em ligar o jogo ofensivo dos dragões. Muita disponibilidade física antes do intervalo, mas no segundo tempo decaiu de produção. 

(5) João Mário— Sérgio Conceição queria acerto defensivo e capacidade para atacar quando o chamou o jogo e, na verdade, sem que tivesse estado exuberante, cumpriu com o caderno de encargos que lhe tinha sido distribuído 

(7) Francisco Conceição— Pouco mais se pode pedir a um jogador saído do banco do que marque um golo na primeira vez que toque na bola.Foi o que fez Chico Conceição, que ouviu o Dragão cantar o seu nome e manteve-se sempre em elevadíssima rotação, mesmo com o jogo quase a acabar. 

(4) Grujic - Nos poucos minutos em campo, um erro de abordagem do qual resultou o terceiro golo dos ucranianos 

(-)  André Franco — Sem qualquer tipo de impacto no jogo. 

(-) Iván Jaime — Podia ter sido feliz na compensação, quando estava em boa posição para rematar, mas a bola não lhe chegou