Conferência de Geraldes transforma-se num «como nadei com tubarões» 

Conferência de Geraldes transforma-se num «como nadei com tubarões» 

INTERNACIONAL31.03.202510:26

Jogador português, que se estrou a marcar na Nova Zelândia, explicou aventura na pausa para as seleções

Francisco Geraldes não deu uma banal conferência de imprensa depois de se ter estreado a marcar pela nova equipa, o Wellington Phoenix da Nova Zelândia, mas que compete na Liga australiana. 

Depois de marcar o seu primeiro golo na A-League no empate de sábado com o Western Sydney Wanderers (2-2) apareceram na conversa os tubarões da Nova Zelândia e até o vocalista dos Rolling Stones, Mick Jagger.  

Geraldes, que está emprestado desde fevereiro pelo Johor da Malásia, falou de forma hilariante sobre a sua recente experiência em Invercargill, na Ilha do Sul da Nova Zelândia, deixando para trás o futebol na conversa. Como houve a pausa internacional, procurou o que fazer na ilha e nadar com tubarões apresentou-se como opção.

O português de 29 anos fez referência ao facto de os Rolling Stones terem descrito Invercargill como «o cu do mundo» durante uma digressão em 1965, mas quis fazer algumas correções.  

 «Tinha expectativas baixas, por isso fui. Cheguei lá e não é assim tão mau. Fui especificamente para nadar com tubarões, a experiência foi fantástica, mas foi muito claustrofóbico. Tenho problemas em estar em sítios apertados. Havia tantas coisas a acontecer na gaiola, que não se podia comunicar com o professor. Foi a minha primeira vez a mergulhar com oxigénio», explicou.  

Para mergulhar é preciso aprender algumas regras básicas, que Francisco barallhou. «Quais são mesmo os sinais? O polegar para cima não significa que estás bem, mas sim que precisas de ajuda, que precisas de subir. Mas eu disse: «Estou bem (gesticulando com o polegar para cima), mas não queria subir. E depois, porque primeiro temos de fazer uma aula e a aula é no mar, estava a pensar em mil coisas na minha cabeça. Tenho de respirar, não posso respirar com o nariz, é difícil, os sinais de que não me lembro e depois há um sinal de que não se pode pôr nenhuma parte do corpo fora da jaula, mas eu queria interagir. Depois a instrutora tocou-me e disse: ‘Olha para o tubarão’, e eu pensei: ‘F***-,** está tudo a acontecer, tem calma», explicou entre risos aos jornalistas. 

«Mas a experiência é ótima e estou contente por ter feito isto. A minha mãe é que não gostou muito»... 

E o que achou o treinador desta aventura? «Não falei com ele sobre o assunto, mas acho que partilha a mesma opinião que a minha mãe», fechou Geraldes com um sorriso.

E o contrato?

Geraldes esteve emprestado ao Eldense de Espanha, na primeira parte da época, mas agora em Wellington está a reencontrar a alegria de jogar e gostaria de ficar mais tempo, embora sugira que a sua situação é «bastante complicada», tendo mais um ano de contrato pela frente com o clube malaio.

«Falei com o Chiefy [o treinador Giancarlo Italiano] esta semana e, mais do que ficar, é a sensação de estar a retribuir o que o Chiefy e o clube me deram ao acreditarem em mim. Se me estão a perguntar se quero ficar, então sim, claro», afirmou.

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