Emerse Faé aconselha jovem defesa-central a esperar
Ousmane Diomande voltou a ser convocado para a seleção da Costa do Marfim mas no encontro da passada sexta-feira, diante do Burundi (1-0), da zona de qualificação africana para o Mundial-2026, voltou a não ser utilizado.
Apesar de não chamar com regularidade o jogador do Sporting ao onze – embora o tenha feito para a partida desta segunda-feira, com a Gâmbia –, o selecionador costa-marfinense Emerse Faé garantiu à imprensa local não ter qualquer tipo de problema com o jovem do Sporting, de 21 anos. «Não tenho qualquer problema com o Ousmane Diomande, assim como não tenho com qualquer outro jogador que selecionei. Se tivesse um problema com um jogador não o chamaria! O Diomande é um jogador que aprecio, ainda é um jovem, e já vinha à seleção com Jean-Louis Gasset [antigo selecionador]. Não há qualquer problema», adiantou.
Portanto, no entender de Faé, tudo se resume ao jogador contratado pelos leões aos dinamarqueses do Midtjylland saber esperar por uma oportunidade. «Há 11 lugares na equipa, por isso, é certo que 12 jogadores vão ficar no banco. E não é por ficarem de fora das primeiras escolhas que tenho problemas com eles. Todos têm de trabalhar para conquistar o seu lugar e esperar por uma oportunidade no próximo jogo», concluiu.
Diomande leva na presente temporada 37 jogos, com dois golos apontados, tendo estado sob o fogo da crítica devido ao pouco controlo emocional que o levou, por exemplo, a ser expulso diante de Aves SAD e FC Porto, além de ter cometido uma grande penalidade desnecessária no encontro com os avenses e outra diante do Famalicão, na última jornada da Liga.
A família que adotou Diomande quando este chegou à Dinamarca, recorde-se, demonstrou em declarações a A BOLA publicadas na edição do passado domingo o apoio ao jogador, fazendo questão de lhe enviar uma mensagem de incentivo.
A BOLA falou com a família que acolheu o central na Dinamarca. Peter e Karin Viladsen abriram as portas de casa ao defesa leonino aos 18 anos, traçam perfil do 'filho africano', e rejeitam a necessidade de um maior controlo da impetuosidade de que tem sido acusado nos últimos jogos. E até vão mais longe: «É um jovem muito simpático e positivo. Às vezes vejo os avançados adversários deitados e a rebolar como se fossem atingidos por alguma coisa...»