5 março 2024, 21:00
Matheus Reis acusado por agressão a apanha-bolas do FC Porto
Esquerdino do Sporting acusado pelo Ministério Público por ofensa à integridade física na sequência do lance ocorrido a 20 de agosto de 2022 no Estádio do Dragão
Tribunal civil considera que o jogador leonino não agrediu intencionalmente jovem apanha-bolas num clássico com o FC Porto. Ministério Público, que acusra o defesa, recorre da decisão
O lateral-esquerdo/central Matheus Reis fora acusado pelo Ministério Público por ofensa à integridade física de um jovem apanha-bolas, alegadamente atingido com uma cabeçada do jogador do Sporting, e viu agora os tribunais civis arquivarem o processo.
O episódio remonta a 20 de agosto de 2022, num polémico clássico entre FC Porto e Sporting, no qual os dragões acabariam por vencer, por 3-0, com golos de Evanilson, Uribe e Galeno. Um lance a envolver Matheus Reis com um jovem apanha-bolas, à data com 13 anos, terminou num momento polémico a envolver os dois protagonistas.
O caso acabaria arquivado a 15 de novembro de 2022, pelo Conselho de Disciplina da FPF, sustentando a decisão pelo facto de o árbitro Nuno Almeida não ter visto o episódio em toda a sua extensão. Continuou o caso, porém, fora do âmbito da justiça desportiva. De acordo com despacho do Ministério Público, que foi conhecido no passado mês de março, na base da acusação esteve a «livre, voluntária e consciente» ação do arguido Matheus Reis, que teria agido «com o propósito concretizado de ofender a integridade física» do jovem apanha-bolas.
Sustentou o Ministério Público igualmente que a agressão ocorreu «quando o ofendido pousou no chão uma bola que ia entregar ao arguido», substituindo dessa forma a que, no decorrer do lance, tinha saído das quatro linhas e Matheus Reis terá batido «propositadamente com a sua cabeça e antebraço esquerdo contra o tronco do corpo» do menor.
5 março 2024, 21:00
Esquerdino do Sporting acusado pelo Ministério Público por ofensa à integridade física na sequência do lance ocorrido a 20 de agosto de 2022 no Estádio do Dragão
Agora, o juiz Pedro Miguel Vieira considerou que o jogador leonino não agrediu o jovem intencionalmente, antes sem querer e arquivou o processo. O Ministério Público recorreu da decisão.