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PEDRO HENRIQUES PENALTI RUIZ DIOMANDE
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Man. United-Arsenal, 1-1 Com um capitão assim é mais fácil, mas o outro lado leva 5 anos de avanço (veja o resumo)

Manchester United empatou 1-1 com o Arsenal, em exibição coletiva mais forte dos visitantes e com uma enorme prestação de Rice e Raya, mas com Bruno Fernandes a fazer um golaço de livre

Com Bruno Fernandes a ser decisivo, Declan Rice a brilhar no ataque e na defesa e David Raya a ter momentos espetaculares dentro dos postes, o Manchester United, de Ruben Amorim, recebeu e empatou com o Arsenal a um golo.

Ruben Amorim avisou que não terá tempo como Arteta teve no Arsenal, mas, se calhar, será mesmo preciso. Porque aquilo que se viu em Manchester foi uma diferença coletiva, de processos consolidados e de qualidade individual que só se explica com o tempo que cada um dos treinadores tem para escolher as peças e moldar a estrutura.

Não havia dúvidas de que os gunners eram a equipa mais bem preparada para a partida e mesmo para quem não saiba os momentos que atravessam cada uma das equipas bastaram alguns minutos para chegar à conclusão que o Arsenal aparecia em Old Trafford com mais qualidade. Odegaard, Merino e Rice tentaram várias vezes visar a baliza de Onana, mesmo que sem particular perigo e só por contra-ataques, sobretudo com a velocidade de Garnacho, é que o Manchester United conseguia esboçar qualquer perigo. Ainda assim, o jogo de cruzamentos, que foram surgindo uma e outra e outra vez, não resultava para os anfitriões, que conseguiram aguentar o cerco adversário.

Quando, coletivamente, não se consegue chegar a lado nenhum (e era, sem dúvida nenhuma, o caso do Man. United), as coisas podem acontecer através da qualidade individual. E depois de Garnacho conseguir ganhar livre em cima do intervalo, o capitão deu um passo em frente. Com um pontapé irrepreensível, Bruno Fernandes colocou a bola por cima da barreira e provocou uma explosão de alegria nas bancadas de Old Trafford. Sétimo golo do Portuguese Magnífico, como é conhecido pelos adeptos do United, na Premier League, em mais um momento em que remou contra a maré ofensiva de uma equipa sem ideias.

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PEDRO HENRIQUES PENALTI RUIZ DIOMANDE
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O golo motivou o Manchester United para a segunda parte e, ainda antes da hora de jogo, Zirkzee e Mazraoui obrigaram Raya a defesas difíceis. Era um sintoma daquilo que acontecia ao Arsenal, que, ao pôr urgência no ataque, deixava mais buracos na defesa. Mas tinha mesmo de ser, uma vez que, anteriormente, com paciência e calma, os comandados de Arteta não haviam chegado a lado nenhum.

A pressão começou a aumentar, passou de presente a intensa e de intensa a sufocante, com raras aparições do United no contra-ataque, mas, com tanta tentativa de entrar na área adversária, lá surgiu o golo, outra vez em momento de técnica apurada: aos 74' Declan Rice disparou de primeira e colocou de tal maneira que a bola entrou depois de bater no poste, no único sítio em que passava. E depois do momento atacante, teve novamente papel preponderante ao impedir que Hojlund, na cara de Raya, fizesse o 2-1.

O último quarto de hora foi de jogo partido, com ataques de um lado e de outro, tentativas de chegar à vantagem e o ocasional erro que podia ter custado caro a qualquer equipa. O terceiro grande protagonista, David Raya, guardou a melhor prestação para o último ato: Bruno Fernandes teve nos pés a oportunidade de ser herói, mas o espanhol esticou-se, impediu o bis do capitão adversário e ainda tirou a bola de cima da linha.

O empate foi o resultado final, que pode parecer injusto perante o domínio de posse de bola que o Arsenal teve, mas que acaba por se justificar perante a exibição que David Raya teve de fazer para evitar a derrota. Ruben Amorim pode guardar bons sinais após voltar a tirar pontos a uma das grandes equipas do campeonato, especialmente tendo em conta que, no banco, tinha como opções atacantes, Rasmus Hojlund... e pronto. O Arsenal continua a ressentir-se das ausências devido a lesões e, agora, já está a 15 pontos do líder Liverpool, ainda que com menos um jogo disputado.

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