O consultor da Red Bull, Helmut Marko, admitiu que Max Verstappen não está muito satisfeito com a troca de companheiro de equipa apenas duas corridas após o início da temporada de Fórmula 1. Como é sabido, a partir do Grande Prémio do Japão, no fim de semana de 6 de abril, o segundo monolugar da equipa será pilotado por Yuki Tsunoda, que substitui Liam Lawson. O neozelandês perdeu o seu lugar na Red Bull após um desempenho dececionante nos dois primeiros fins de semana da temporada. Na Austrália e na China, Lawson não conseguiu sair da Q1 em nenhuma das sessões de qualificação, sendo mesmo o mais lento em ambas as sessões em Xangai. Consequentemente, não pontuou nas corridas, enquanto Verstappen somou 36 pontos, o que levou à substituição de Lawson por Tsunoda. Numa entrevista ao jornal neerlandês De Telegraaf, Marko, um dos impulsionadores da mudança, admitiu que Verstappen não ficou muito satisfeito com a decisão. «Sabemos que o Max não está contente. Mas precisamos de dois carros na frente. Não apenas para o campeonato de construtores, mas também para ajudar o Max a conquistar o seu quinto título. Com dois carros na frente, teremos mais opções estratégicas nas corridas. Poderemos usar a experiência do Yuki, o que é importante neste momento. No final das contas, é uma vantagem para a equipa, pois dará ao Max uma vantagem», explicou Marko. O austríaco também explicou porque é que a Red Bull não escolheu Tsunoda como companheiro de equipa de Verstappen desde o início da temporada. «O Yuki era demasiado inconsistente. Por isso, escolhemos o Lawson por unanimidade. Mas sob pressão, ele não correspondeu às expectativas, desde o primeiro dia na Austrália. Depois, entrou numa espiral negativa. Estava como um pugilista derrotado, é muito difícil sair dessa situação. Por isso, nesse sentido, foi um erro», explicou Marko. Sugestão de vídeo: