Benfica-SC Braga, 1-2 Destaques do Benfica: 'rei' morto, 'rei' posto
Pavlidis deixou o jogo pela porta pequena, Arthur Cabral relançou a equipa com um golo bonito; Kokçu e Leandro Barreiro foram os outros sinais positivos de uma equipa francamente desinspirada
A figura: Arthur Cabral (6)
Saltou do banco logo após o intervalo, raros 45 minutos para mostrar que merece outro tipo de utilização, e não esperou muito tempo para começar a envolver-se na ação atacante da equipa, com aquele seu estilo esforçado, mas nem sempre bonito. Ao minuto 63', a primeira possibilidade de golo, com cabeceamento na área, mas, bem marcado, só conseguiu atirar a bola ao lado. Aos 78, todavia, acertou em cheio, golo bonito, de pé esquerdo, de fora da área, aproveitando interceção oportuna de Leandro Barreiro a passe errado de Horta. O brasileiro, moralizado, foi à luta, na expectativa de poder bisar na partida, mas nunca esteve em posição de poder visar a baliza, sobressaindo, sobretudo, pelo esforço para pressionar a primeira fase de construção dos bracarenses.
Trubin (5) — Primeira defesa ao minuto 27, com a ponta dos dedos, a desviar um remate de Bruma. Não foi um jogo trabalhoso, mas o guarda-redes do Benfica sofreu dois golos e no primeiro, de Fran Navarro, poderia ter sido um tudo nada mais rápido a sair da baliza, pois a receção do jogador do SC Braga não é perfeita e faz com que a bola fuja um pouco. Saída rápida, oportuna, da sua área ao minuto 72, resolvendo problema criado por Carreras.
Bah (5) — Um belo passe a isolar Pavlidis na direita, ao minuto 8, sugeria jogo de qualidade, mas foi, afinal, partida bem difícil, com um combinado de coisas boas e más. Ainda foi visto a disparar de primeira para bela defesa de Matheus, mas também foi um dos homens que colocaram em jogo Fran Navarro no lance do 1-0. E no segundo golo dos minhotos também poderia ter feito algo mais para tentar chegar a Bambu. Acabou por ser substituído, desgastado, com naturalidade, revelando um dos concorrentes, após a saída de Kaboré: nem Aursnes, nem Leandro Santos, foi Leandro Barreiro.
Tomás Araújo (4) — Colocou Fran Navarro em jogo no lance do 1-0, ainda foi atrás dele, mas já sem tempo de reação, e sentiu, de uma forma geral, dificuldades durante toda a partida para acertar marcações. Ao minuto 89 foi, finalmente, visto a neutralizar com clareza um lance perigoso de Bruma, que foi fazendo simulações quase até à área do Benfica.
Otamendi (5) — Ficou de braço no ar a pedir fora de jogo, mas nas costas tinha Tomás Araújo e Navarro a decidirem o lance do 1-0. Ao minuto 24', intercetou passe de morte de Bruma a dois metros da linha de golo do Benfica e foi por um triz que não reduziu perto do intervalo, mas Pavlidis tocou ao de leve na bola, que acabou por ir ao ombro do argentino e do ombro sair por cima da trave. Aos 90' era já um ponta de lança da equipa. Não se pode dizer que não tenha tentado.
Carreras (4) — Um bom corte, oferecendo o peito à bola, já bem perto da sua baliza, foi, provavelmente, o melhor momento da primeira parte. Subiu um bocadinho de rendimento no segundo tempo, apareceu ao minuto 63 com um bom cruzamento para Arthur Cabral, mas foi tudo. E quase se meteu em sarilhos ao minuto 72, quando era o último homem e atrasou mal. Foi salvo pela saída rápida de Trubin.
Aursnes (4) — Não regressou para a segunda parte, após primeira discreta e sem influência.
Kokçu (6) — Com bola, foi dos melhores do Benfica, entrando bem na primeira parte e na segunda, com jogadas bem construídas a merecerem outro tipo de tratamento dos companheiros. Um bom remate, um livre marcado de forma inteligente, servindo bem Di María em zona frontal à baliza, o maior pecado terá sido a forma como se deixou dominar pelo bloqueio de Adrián Marín no lance do golo de Bambu. Era o marcador do central.
Leandro Barreiro (6) — Começou no meio-campo, terminou como lateral-direito, após a saída de Bah. Como médio, os mínimos, combinando bem com Pavlidis nos primeiros minutos, mas sendo depois superado pelos adversários. Sempre generoso, foi para o lado direito da defesa e ainda foi capaz de intercetar passe mal dirigido de Horta para servir Arthur Cabral.
Di María (5) — Ao minuto 11 tentou o drible em zona perigosa, perdeu a bola, a equipa estava desequilibrada, mas não houve consequências, aos 32' cruzou bem para Carreras, aos 65' atirou forte, da esquerda, remate cruzado, bola ligeiramente ao lado. Primeira parte inconstante, segunda melhor, acabando por sair quando estava na fase positiva da sua exibição.
Pavlidis (4) — Escapou-se em velocidade ao minuto 8, evitou Matheus com classe, mas errou depois a baliza. O ângulo não era o melhor e acertou na base do poste/malha lateral. Ao minuto 61 pensou bem, viu Di María solto na área, mas executou mal, errando o passe por 5 metros. E saiu pouco depois.
Akturkoglu (3) — Passes errados atrás de passes errados.
Schjelderup (4) — Entrou aos 67', aos 74' a primeira ação, remate acrobático que levou a bola para bem longe da baliza. Muita vontade, muita ansiedade.
Renato Sanches (5) — Entrou aos 67', errou passes, mas assumiu sem receios a construção e ofereceu velocidade à equipa.
Amdouni (5) — Entrou aos 67', aos 68' atirou à figura de Matheus, depois, de livre direto, disparou, mal, ao lado. Nem tudo correu bem, mas arrisca.
Beste (4) — Entrou aos 82', foi visto numa cabeçada sem perigo para Matheus e pouco mais.