Moreno: «Não há como fugir da realidade, o jogo de amanhã é muito importante»
Técnico flaviense não foge à responsabilidade e quer continuar a somar pontos. (Foto: Chaves)

Moreno: «Não há como fugir da realidade, o jogo de amanhã é muito importante»

NACIONAL26.04.202417:05

Treinador do Chaves volta a sublinhar que tem perfeita noção da situação difícil por que a equipa passa na tabela classificativa, mas acredita que os jogadores conseguirão manter viva a esperança da permanência; os detalhes que têm custado pontos; confusão no jogo com o Estoril «não é boa para ninguém», assume

Moreno não se agarra a subterfúgios para aflorar a situação difícil que o Chaves vive na tabela classificativa. O técnico dos valentes transmontanos assume que o momento é complicado, que exige reação imediata e que, para isso, é imperial conquistar pontos.

O emblema flaviense desloca-se amanhã a Rio Maior, onde, a partir das 15.30 horas, medirá forças com o Casa Pia, num duelo relativo à 31.ª jornada da Liga, e só os três pontos interessam.

«Não há como fugir da realidade. O jogo de amanhã é realmente muito importante. Sinto que a equipa fora de casa tem feito resultados interessantes, uma vez que ganhámos em Vizela, pontuámos na Amadora, pontuámos em Barcelos. Além disso, fizemos, na minha opinião, um jogo razoável no Estádio da Luz. Nós, fora de casa, temos sido mais estáveis. O nosso problema está bem identificado, falhámos nos jogos em casa contra adversários diretos e não há como fugir disto. Este jogo, amanhã, é novamente contra um adversário que está melhor do que nós, mas que também ainda não está confortável. Nós não temos de fugir dessa responsabilidade, dessa pressão, até, porque a este nível temos de saber conviver com isso, e temos de competir. Percebendo, para isso, os detalhes que nos têm tirado pontos e voltar a trabalhar sobre isso para que esses detalhes possam voltar a estar do nosso lado e possamos ganhar amanhã e passar a somar 26 pontos», assinalou, na conferência de Imprensa de projeção do encontro com os casapianos.

Moreno salienta que além do trabalho estratégico, tem também havido alertas para o grupo sobre determinados pormenores que, na opinião do técnico, têm feito toda a diferença: «Além do trabalho de campo, também conversámos bastante. Uma das coisas que fiz perceber ao grupo foi que até ao minuto 60, na altura em que o Estoril marcou o golo de bola parada, o Estoril não estava a ser melhor do que nós. E aconteceu isto em muitos jogos, uma bola parada deu golo e a equipa passa a estar intranquila. Estamos conscientes da importância do jogo e vamos com a responsabilidade que nos trouxe até aqui e a querer ganhar.»

A finalizar, o líder do balneário da formação de Trás-os-Montes foi também instado a pronunciar sobre os lamentáveis acontecimentos verificados do jogo da ronda anterior, frente ao Estoril. Na ocasião, recorde-se, alguns adeptos invadiram o relvado do Estádio Municipal Engenheiro Manuel Branco Teixeira, em Chaves, e assistiram-se a episódios de violência que envolveram também jogadores do emblema canarinho: «Confusão no jogo com o Estoril? Não é bom para o Chaves, não é bom para o Estoril, não é bom para o futebol português. Mas não sou eu que vou estar aqui a apontar dedos e a dizer que este ou aquele é que é o responsável. Se calhar, todos nós somos responsáveis por aquilo ter acontecido. Mas em relação ao que consigo controlar, que é o grupo de trabalho, senti os jogadores muito equilibrados.»

Relativamente às baixas para o duelo com o Casa Pia, Júnior Pius, Guima e Cafú Phete continuam sem treinar e são carta fora do baralho para o encontro de amanhã.