QUINTA-FEIRA, 28-07-2016, ANO 17, N.º 6025
Particular com Chaves decide o futuro de vários jogadores
Marítimo O particular que o Marítimo irá realizar, esta quinta-feira, diante o Desportivo de Chaves será decisivo para o treinador insular Paulo César Gusmão decidir o futuro de vários jogadores, segundo diz A
Pedro Martins impressionado com jovem valor
Vitória de Guimarães O médio André Almeida, de 16 anos, que joga na equipa B, impressionou o treinador do Vitória de Guimarães, Pedro Martins, durante o jogo treino com a equipa principal, segundo refere A BOLA.
Llorente poderá voltar a jogar
Belenenses O médio espanhol Fernando Llorente estará recuperado de uma lesão muscular e poderá voltar a jogar, esta quinta-feira, diante o Tondela, segundo explica A BOLA.
Celta de Vigo na apresentação
Boavista Os espanhóis do Celta de Vigo vão ser o adversário do Boavista no jogo de apresentação aos sócios, que está marcado para 3 de agosto, às 18.30 horas, segundo revela A BOLA.
Sadinos no mercado por um avançado
Vitória de Setúbal O Vitória de Setúbal tem sem sucesso o empréstimo de Suk junto do FC Porto, mas como não conseguiu irá procurar no mercado outra alternativa, segundo refere A BOLA.
«Vamos à procura do tetra» - Luisão
Benfica O capitão Benfica traçou os objetivos para a época 2016/17. «Assumimos a responsabilidade de ganhar, de ir à procura do tetra. Vamos trabalhar para isso», disse ao canal do clube após o encontro da Eu
Roberto estreou-se
Moreirense Passada poucas horas de ter sido garantido junto do Arouca, o avançado Roberto teve a oportunidade de jogar pelo Moreirense na vitória diante o Nacional (3-0).
Cícero regressa aos golos
Paços de Ferreira Numa altura em que o Paços de Ferreira procura um avançado para reforçar o ataque, Cícero mostrar frente ao Gondomar, onde marcou um golo, que poderá ser uma solução, segundo refere A BOLA.
Arsenal sem argumentos no mercado de transferências
Inglaterra Ivan Gazidis, director geral do Arsenal, reconheceu que o clube não tem argumentos financeiros para realizar contratações milionárias. «Não teríamos sucessos se fossemos ao mercado e tentássemos su
Lindelof também na mira da Roma
Benfica A Roma está no mercado à procura de reforços para a defesa e Victor Lindelof, internacional sueco do Benfica, é, segundo o portal ‘Tuttomercato’, um dos jogadores referenciados. Lindelof está també
Ribéry volta a ‘picar’ Guardiola: «O futebol é muito simples…»
Bayern Munique O francês Franck Ribéry voltou a mostrar que não guarda grandes recordações de Pep Guardiola, treinador que orientou o Bayern nas últimas temporadas e que este ano trocou Munique pelo Manchester City.
Carlos Correia nono no Europeu de Pool sub-19
Bilhar O português Carlos Correia terminou esta quarta-feira a sua participação nos Campeonatos da Europa de Pool de sub-19, que decorrem em Tirana (Albânia) com um 17.º lugar na disciplina de 14+1 (ou ‘Stra
Gastão Elias assina pelo Sporting
Ténis O Sporting anunciou esta segunda-feira a contratação de Gastão Elias, tenista português que atingiu recentemente a melhor classificação pessoal de sempre no ‘ranking’ ATP ao chegar ao 64.ª posição da
Delegação olímpica cabo-verdiana já está no Brasil
Cabo Verde A delegação olímpica cabo-verdiana, composta por 20 elementos, já está no Brasil para participar nos Jogos Olímpicos Rio 2016. Cabo Verde faz-se representar nesse evento pelos atletas Lidiane Lope
Thepchaiya afasta Selby no World Open
Snooker O tailandês Thepchaiya Un-Nooh, de 31 anos, 33.º do ‘ranking’ mundial, protagonizou esta quarta-feira a maior surpresa dos oitavos de final do World Open, prova do ‘main tour’ da época 2016/17 da Worl
«Pensar no tetra é natural no Benfica…» - Rui Vitória
Benfica Questionado sobre discurso de recandidatura de Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica que apontou a conquista do tetracampeonato como um dos objetivos para a próxima época, o treinador dos encarnad
Djokovic arranca vitória sofrida em Toronto
Ténis O sérvio Novak Djokovic, número um do mundo, sofreu diante do luxemburguês Gilles Muller, arrancando triunfo suado por 7-5 e 7-6 (7/3) na segunda ronda do Masters 1000 de Toronto. Resultados do
«Devido às entradas e saídas devemos ter algumas cautelas» - Rui Vitória
Benfica Durante os jogos de pré-época, Rui Vitória utilizou 30 jogadores e, na conferência de imprensa desta quarta-feira, após o jogo particular com o Torino, no Estádio da Luz, foi diplomático quando confro
«Apesar de termos perdido, foi uma enorme alegria voltar a casa» - Rui Vitória
Benfica Em entrevista à Benfica TV, poucos minutos após o jogo com os italianos do Torino, a contar para a nona edição da Eusébio Cup, Rui Vitória sublinhou «a boa sensação de voltar a casa». «Apesar de te
«Valorizamos o Benfica mas também os adversários» - Luisão
Benfica A Eusébio Cup marcou o regresso do Torino a Lisboa, 67 anos depois da tragédia de Superga que vitimou toda a equipa no regresso a Itália após um particular com o Benfica. Além da homenagem ao Torin
Águias querem resgatar Pedro Pereira da Sampdoria
Benfica A imprensa italiana está a dar conta do interesse do Benfica em Pedro Pereira, jovem lateral-direito formado no clube que há dois anos deixou a Luz para rumar à Sampdoria. Segundo a Sky Sports
Capucho revela «enorme ambição» num bom resultado ante Slavia Praga
Rio Ave Na conferência de imprensa de antevisão ao jogo desta quinta-feira, com o Slavia Praga, da República Checa, referente à primeira mão da 3.ª pré-eliminatória da Liga Europa, o treinador do Rio Ave reve
Eliseu na Luz a assistir ao jogo
Benfica O Benfica assinalou nas redes sociais o regresso de Eliseu à Luz após a conquista do Campeonato da Europa de França com Portugal. «Hoje também é o 12.º jogador», lê-se no Twitter do Benfica, onde a
Empate frente ao Louletano fecha pré-temporada
Olhanense O Olhanense não foi além de empate a uma bola frente ao Louletano. No último jogo da pré-época, Doudou marcou para a equipa de Olhão, enquanto Youssouf Sow apontou o tento dos louletanos. O prim
«Não há favoritos» - Vilas Boas
Rio Ave O jogador do Rio Ave projetou o encontro desta quinta-feira com o Slavia Praga, na República Checa, referente à primeira ‘mão’ da 3.ª pré-eliminatória da Liga Europa. «Não há favoritos, a equipa es
Moreirense vence Nacional (3-0)
Jogo de preparação O Moreirense venceu o Nacional por 3-0, num jogo de preparação que decorreu em Vila Chã, Esposende. Boateng (3 min.), Ernest (14) e Neto (73), este último de grande penalidade, marcaram os golos da
Rodrigo Battaglia é reforço por uma época
Chaves O médio Rodrigo Battaglia reforça o Desportivo de Chaves por uma temporada, anunciou esta quarta-feira o clube na sua página oficial. O jogador argentino, de 25 anos, chega por empréstimo do Sporti
«Todas as homenagens são especiais» - Flora da Silva Ferreira
Benfica A viúva de Eusébio considerou que todas as homenagens ao antigo jogador do Benfica e da Seleção Nacional são importantes. «Estas homenagens trazem imensas recordações. Agradeço ao Benfica que tem
«A vitória no prólogo foi o objetivo que a equipa me propôs e claro que estou satisfeito» - Rafael Reis
Volta a Portugal Rafael Reis (W52-FC Porto) venceu esta quarta-feira o prólogo que deu início à 78.ª Volta a Portugal e admitiu que foi um grande esforço mas que compensou no fim, deixando-o satisfeito. «É um esfor

classificações

Liga
Liga 2
1. ª jornada
2. ª jornada
classificação
1. ª jornada
2. ª jornada
classificação
19-08
Belenenses
20:30
Boavista
Sport TV
20-08
Marítimo
11:45
V. Guimarães
Sport TV
20-08
Chaves
16:00
Tondela
Sport TV
20-08
P. Ferreira
18:15
Sporting
Sport TV
20-08
FC Porto
20:30
Estoril
Sport TV
21-08
Feirense
16:00
Moreirense
Sport TV
21-08
Arouca
18:00
Nacional
Sport TV
21-08
Benfica
20:15
V. Setúbal
BTV1
22-08
SC Braga
20:00
Rio Ave
Sport TV
14-08
Varzim
-
Benfica B
14-08
Académica
-
Santa Clara
14-08
Portimonense
-
Penafiel
14-08
Covilhã
-
Sporting B
14-08
União
-
Braga B
14-08
Porto B
-
Académico
14-08
AD Fafe
-
Freamunde
14-08
Vizela
-
Gil Vicente
14-08
Famalicão
-
Olhanense
14-08
Cova Piedade
-
Leixões
14-08
V. Guimarães B
-
Aves
J
V
E
D
G
P
1
Arouca
0
0
0
0
0-0
0
2
Belenenses
0
0
0
0
0-0
0
3
Benfica
0
0
0
0
0-0
0
4
Boavista
0
0
0
0
0-0
0
5
Chaves
0
0
0
0
0-0
0
6
Estoril
0
0
0
0
0-0
0
7
FC Porto
0
0
0
0
0-0
0
8
Feirense
0
0
0
0
0-0
0
9
Marítimo
0
0
0
0
0-0
0
10
Moreirense
0
0
0
0
0-0
0
11
Nacional
0
0
0
0
0-0
0
12
P. Ferreira
0
0
0
0
0-0
0
13
Rio Ave
0
0
0
0
0-0
0
14
SC Braga
0
0
0
0
0-0
0
15
Sporting
0
0
0
0
0-0
0
16
Tondela
0
0
0
0
0-0
0
17
V. Guimarães
0
0
0
0
0-0
0
18
V. Setúbal
0
0
0
0
0-0
0

Ver classificação detalhada
J
V
E
D
G
P
1
Académica
0
0
0
0
0-0
0
2
Académico
0
0
0
0
0-0
0
3
AD Fafe
0
0
0
0
0-0
0
4
Aves
0
0
0
0
0-0
0
5
Benfica B
0
0
0
0
0-0
0
6
Braga B
0
0
0
0
0-0
0
7
Cova Piedade
0
0
0
0
0-0
0
8
Covilhã
0
0
0
0
0-0
0
9
Famalicão
0
0
0
0
0-0
0
10
Freamunde
0
0
0
0
0-0
0
11
Gil Vicente
0
0
0
0
0-0
0
12
Leixões
0
0
0
0
0-0
0
13
Olhanense
0
0
0
0
0-0
0
14
Penafiel
0
0
0
0
0-0
0
15
Portimonense
0
0
0
0
0-0
0
16
Porto B
0
0
0
0
0-0
0
17
Santa Clara
0
0
0
0
0-0
0
18
Sporting B
0
0
0
0
0-0
0
19
União
0
0
0
0
0-0
0
20
V. Guimarães B
0
0
0
0
0-0
0
21
Varzim
0
0
0
0
0-0
0
22
Vizela
0
0
0
0
0-0
0

Ver classificação detalhada
Como Phelps a ajudou a escapar da anorexia
Estrela de Diamante Já se sabe que as irmãs Serena e Venus Williams são um sucesso mundial além-fronteiras, mas para os Jogos do Rio há outra dupla que pretende dar que falar: Bronte e Cate Campbell. E se a primeira segue à regra os passos da irmã, Cate é o orgulho dos australianos: em Brisbane, fixou um novo recorde do mundo dos 100 metros livres, com a marca de 52,06 segundos, superando a alemã Britta Stefen. Entrou na história da natação aos 16 anos, quando ganhou as primeiras medalhas olímpicas - bronze nos 50 metros livres e na estafeta 4x100 m livres, em Pequim, 2008. Depois seguiu-se Londres, e o tão aguardado ouro olímpico… Quem a viu e quem a vê. Em criança sonhava em ser bailarina, hoje é uma campeã Olímpica de natação. Culpa da mãe que não a deixou fugir ao seu destino. Tal como Cool Runnings, o seu filme de eleição, um dos filmes olímpicos mais populares, Cate, é aos 24 anos, a grande promessa australiana para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. «Uma medalha de ouro é uma coisa maravilhosa, mas se não fores suficiente sem ela, nunca irás ser suficiente com ela». Medalhas não a assustam, mas mais do que o ouro Olímpico, a atleta quer deixar uma marca na história. PORCO DE ESTIMAÇÃO E GALINHAS Filha de Jenny e Eric, uma enfermeira e um economista sul-africanos, Cate Campbell nasceu a 20 de maio de 1992 em Blantyre, Malawi (África Ocidental), quando o pai por lá arranjou trabalho num banco. Ao início seriam apenas dois anos, mas acabaram por ficar dez. A viver numa casa sem televisão, Cate entretinha-se com os animais. «Tínhamos perus, coelhos, cães, gatos, galinhas. Todas as manhãs era como uma caça ao ovo da Páscoa», as galinhas punham ovos pela casa fora. O preferido de Cate e Bronte, porém, é o Pepper, um porco de estimação. Mas o que mais gostava era da piscina, onde deu os primeiros passos com a ajuda da mãe, que na escola se distinguiu no nado sincronizado. Cate vivia num paraíso em Malawi, mas em 2001, e com o aumento da família, mudou-se para a Austrália. O PRIMEIRO OURO NOS JOGOS OLÍMPICOS DE LONDRES Cate Campbell é a mais velha dos cinco irmãos: Bronte (22), Jessica (19), Hamish (17) e Abigail (13). Adversárias dentro da piscina e amigas fora dela, as irmãs Campbell compartilham muito mais do que o amor pela natação - são adeptas de ginástica artística e de saltos ornamentais, e seguem uma dieta exageradamente rica em proteínas, à base de atum e ovo. Em 2012, Cate e Bronte cumpriram um sonho de infância, quando nos Jogos Olímpicos de Londres, competiram na mesma modalidade, uma realidade que não acontecia há 40 anos. A última vez que uma dupla de irmãos australianos se classificava para uma edição dos Jogos Olímpicos, aconteceu em 1972, com os nadadores Neil e Greg Rogers. E foi precisamente em Londres, nos Jogos Olímpicos, que Cate conquistou a primeira medalha de ouro, ao sagrar-se campeã Olímpica na estafeta 4x100 m livres. Cate começou a dar nas vistas aos 16 anos, nas Olimpíadas de 2008, em Beijing, (Pequim), quando ganhou as primeiras medalhas: bronze nos 50 metros livres e na estafeta 4x100 m livres. Em 2013, no Mundial de Barcelona, as irmãs Campbell foram mais uma vez, os destaques da Seleção feminina australiana, e Cate conquistou o título Mundial nos 100 metros estilo livre. NO PÓDIO EM KAZAN Fora das piscinas, Cate e Bronte vivem juntas num apartamento em Bowen Hills, nos subúrbios de Brisbane, Queensland, que fica a cinco minutos a pé do centro de treinos - Valley Pool - a casa que criou grandes estrelas olímpicas: Kieren Perkins, Libby Trickett, Susie O´Neill, Hayley Lewis, Samantha Riley. «Juntas, elas são mais fortes: Cate não seria tão boa sem Bronte e Bronte não poderia ser tão boa sem Cate», comentou Simon Cusack, o treinador, que as acompanha duas vezes por dia, seis dias por semana. «É uma relação quase instintiva dos seus corpos com a água». Ao longo dos anos, Cate foi construindo um currículo de respeito: três medalhas olímpicas (duas de bronze e uma de ouro), e sete em Campeonatos do Mundo absolutos (entre 50, 100 e 4x100 m livres). Quanto a Bronte, era frequentemente questionada: «Quando é que ultrapassas a tua irmã?». E a resposta não tardou. Em 2015, nos Campeonatos do Mundo de Natação, em Kazan (Rússia), as irmãs voltaram a encontrar-se no pódio, e só Bronte escreveu a história, ao sagrar-se campeã Mundial dos 200 metros livres. E, pela primeira vez, duas irmãs - medalhadas de ouro e bronze - subiram ao pódio da mesma prova individual. A CAMINHO DO RIO… É caso para dizer que, Cate não vai sozinha ao Jogos Olímpicos do Rio, Bronte também vai la estar. Novamente as irmãs Campbell, aspirantes a serem o melhor duo de irmãs a competir. Serena e Venus Williams são as suas concorrentes mais diretas. Mas quem levará a medalha para casa? O ouro Olímpico ainda é um mistério, mas Cate tem os pés bem assentes na terra. A campeã Olímpica começou o mês de julho da melhor forma, ao fixar em Brisbane um novo recorde do Mundo dos 100 metros livres. A marca conseguida – 52,06 segundos – superou em 0,01 o até aqui melhor tempo, na posse da alemã Britta Steffen, desde 2009. «Aconteceu quando eu menos esperava». Seja quando menos espera, ou na hora de levantar a medalha, é em Hamish que Cate pensa, o seu grande herói, o irmão que sofre com paralisia cerebral. «Nós olhamos para ele e não consegue alimentar-se sozinho, ir à casa de banho sozinho, não se consegue vestir sozinho, ele não nos consegue dizer quando tem fome ou sede, ele não consegue ver». Hamish, agora com 17 anos, tem o desenvolvimento aproximado de uma criança de três e precisa de cuidados 24 horas por dia. Cate costuma pensar no irmão durante as provas, e diz para si mesma que é só uma corrida, «na vida há coisas bem piores do que perder». ANOREXIA, UMA DOENÇA SILENCIOSA Em 2010, Cate apanhou uma febre viral que se traduziu numa grave fadiga. Passou um ano quase a dormir, sem conseguir treinar. Mas esse não foi o único pesadelo que viveu. Por se considerar demasiado gorda, não gostava de si cada vez que se olhava ao espelho, Cate entrou em paranoia, e chegou a perder cerca de 10 quilos. Tudo começou quando começou a ver os anúncios das modelos da Victoria´s Secret, bonitas e magras. Cate não conseguiu ignorar a beleza escultural que os seus olhos alimentavam, nem mesmo as revistas de moda, embaladas com modelos em corpos minúsculos. Apesar de ser uma campeã Olímpica consagrada, os títulos e a fama não a conseguiram salvar. Decidiu ser magra, aliás, demasiado magra, o que significava perder peso, e por pouco não perdeu também a sua identidade. QUANDO PHELPS LHE SALVOU A VIDA Cate Campbell começou por seguir uma dieta onde, cada alimento que consumia, era analisado até ao ultimo pormenor – por dia, só lhe permita comer até 1000 calorias. Os amigos começaram a ficar preocupados e a sua preocupação tornava o seu sonho possível. A obsessão por comida era tal, que o corpo começou a dar sinais. «Eu estava a ficar cada vez mais doente». Tal como Cate, Michael Phelps não é apenas um campeão dentro de água, e foi precisamente o medalhista Olímpico que lhe salvou a vida. Ao ler o capítulo do livro Beneath The Surface, lançado por Phelps, onde relatava o trauma da irmã Hilary, também uma nadadora que depois de uma lesão nas costas, sofreu um distúrbio alimentar, Cate acordou para a realidade. Não podia continuar assim. Nas palavras de Phelps, tentou recuperar a vida. «Nadadoras magras não são boas nadadoras». E Cate era uma campeã nas piscinas. Com a ajuda da mãe, a australiana consultou uma nutricionista, e entre 2011 e 2012 recuperou a sua forma, e a sua saúde. «Eu decidi ser saudável e feliz, porque eu estava miserável. Eu sentia-se cansada, doente, irritada, todas essas coisas. Eu nunca quis entrar num estado de anorexia ou bulimia, mas estava psicologicamente afetada…». ...
Estilos e Espantos No Rio pode haver Michael Phelps em versão feminina. Pelo menos, essa é a promessa que ela própria, a Katie Ledecky não descarta. Sim, mesmo que no apelido não pareça é americana, o Ledecky vem-lhe do avô checo que para lá fugiu dos comunistas, no rescaldo da II Guerra Mundial. Aos seis anos começou a nadar, e aos 15 conquistou o ouro nos 800 metros livres nos Jogos Olímpicos de Londres. Mais espanto ainda, foi o que fez nos Mundiais de Kazan, ao tornar-se a primeira nadadora a conquistar o outro numa só edição dos Mundiais nos 200, 400, 800 e 1500 metros, bem como na estafeta de 4x200... Michael Phelps tinha sete anos quando a mãe decidiu inscrevê-lo numa piscina, o «único sítio capaz de conter a sua energia caótica». Sete anos depois das primeiras braçadas, foi o próprio Phelps que o disse: «quase que me sinto em casa quando estou dentro de água. Ali eu desapareço do mundo. É onde eu pertenço». O resto? É o que se sabe: foram 22 medalhas (18 de ouro) por ele conquistadas, um nome que para sempre será lembrado como uma lenda Olímpica. Michael Phelps é dos nomes mais esperados nos Jogos Olímpicos do Rio, tornando-se o primeiro atleta olímpico a integrar a seleção americana em cinco edições dos Jogos Olímpicos, igualando o feito de Dara Torres, dona de quatro medalhas olímpicas de ouro. Será no Brasil que, a lenda da natação vai encerrar uma carreira sem paralelo no desporto. Embora um deus nas piscinas, na vida pessoal, Phelps tocou por várias vezes o inferno. Tudo começou após anunciar a despedida nos Jogos de Londres. Sem treinar, foi detido ao conduzir sob o efeito de álcool, em alta velocidade. Em Setembro de 2014, acabou suspenso por seis meses (já havia sido detido pelo mesmo motivo em 2004), o que o impediu de disputar o Mundial de Kazan, em 2015, onde Katie Ledecky foi estrela. O ENCONTRO COM O ÍDOLO NUMA FILA DE AUTÓGRAFOS Sobre ela, não há muito a dizer: «Cada vez que entra na água, é como um recorde mundial», foi desta forma que Phelps elogiou Ledecky, a sua compatriota de apenas 19 anos. Katie começou a nadar aos seis anos, por influência do irmão. Dizem que o truque de uma mentalidade vencedora é pensar em ganhar, sempre em ganhar, ser obcecado por vitórias, títulos, medalhas e conquistas, mas Katie não começou assim. No primeiro teste, via-se mais espuma e água descontrolada do que algo parecido com nadar, muito menos em crawl, ou estilo livre. No fundo, Katie não sabia o que estava a fazer, apenas queria brincar, era uma criança feliz. Perdeu a primeira corrida, no final, perguntaram-lhe o que lhe passava ela cabeça enquanto estava a tentar dar umas braçadas. «Nada!», respondeu. Mas Katie não convenceu. Três anos depois de mal saber nadar na primeira prova, Katie apareceu na fila de uma sessão de autógrafos, à espera da sua vez para conhecer e tirar uma fotografia com o ídolo, Michael Phelps. Tinha 9 anos e, com 14, já estava na mesma equipa que o campeão olímpico detentor de 22 medalhas olímpicas. «Foi um momento bastante surreal, quando pensei que o tinha conhecido na altura em que estava a começar a nadar…». Meses depois, chegava a Londres, os primeiros Jogos Olímpicos da sua carreira – Katie tinha apenas 15 anos (quatro meses e dez dias no dia da cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos) - era a mais nova da equipa e da comitiva americana (530 atletas). Da memória, um momento eterno – quando tirou os óculos e viu no ecrã o seu nome – tinha acabado de vencer a medalha de ouro nos 800 metros livres, a única prova em que estava inscrita, com o tempo de 8.14,63 minutos, mais de quatro segundos de vantagem sobre a concorrência. Sozinha e sem ninguém à frente, é assim que Katie Ledecky costuma terminar as provas em que participa. A INFÂNCIA COM…MICHAEL JORDAN Nasceu em Washington, DC, como Kathleen Genevieve Ledecky, a 17 de março de 1997, mas rápido o mundo a conheceu apenas por Katie Ledecky. Tal como a sua mãe, Mary Gen Hagan, uma nadadora da Universidade do Novo México, quis saber a sensação de estar dentro de água, mas foi pelo irmão que continuou. Michael, três anos mais velho, também é um apaixonado pelas piscinas. Estudante na Universidade de Harvard, deixou as competições para a irmã, o seu maior orgulho. Katie cresceu entre os grandes do desporto, onde por várias ocasiões entrou nas brincadeiras de Michael Jordan, parceiro do seu tio (Jon Ledecky) na administração dos Washington Wizards, equipa da NBA. FUGIDO DA GUERRA PARA LAVAR PRATOS Um ano depois dos Jogos Olímpicos de Londres, Katie já não se contentava apenas com mais um título. Em 2013, nos Mundiais de Barcelona, a campeã americana conquistou cinco. Nos Mundiais de 2015, em Kazan, na Rússia, Katie bateu todos os recordes: depois do título nos 400 metros livres no primeiro dia, triunfou nos 1500 metros e com mais um recorde do mundo, batendo a sua própria marca estabelecida nas eliminatórias da véspera. Ledecky até tinha batido o recorde no dia anterior quase por acidente — «provavelmente o recorde mais cool da minha carreira», disse - e na final, voltou a ser o que se esperava dela, dominadora da primeira à última piscina, terminando com o tempo de 15.25,48 minutos, menos 2,33 segundos que a sua anterior marca. Foi o sexto título mundial (o segundo em Kazan) para a americana, que, pouco depois de triunfar na prova mais longa em piscina, ainda conseguiu a qualificação para a final dos 200 metros. Já na outra prova em que está inscrita, os 800 metros (onde conquistou o primeiro lugar), Katie é considerada a grande favorita, e deverá, ainda, integrar a estafeta norte-americana dos 4x200m livres. «Não sou capaz de abrandar em nenhuma prova», e não abrandou. «É das melhores nadadoras em estilo livre que já vi. Uma vez treinei com ela, em Colorado, e fez com que eu parecesse que estava parado. Ela voou sobre mim», revelou Ryan Lochte. «A sério, ela quase que nada como um homem. A braçada longa e curva, cada vez mais forte durante a corrida», afirmou Michael Phelps. Destinada ao êxito desde criança, Katie herdou a garra do seu avô paterno, Jaromir Ledecky, um checo que em 1947 chegou aos Estados Unidos, depois da Segunda Guerra Mundial para lavar pratos e aprender inglês. Fê-lo tão bem, que terminou com um doutorado em economia na Universidade de Nova Iorque. Isso, além de uma considerável fortuna. UM FENÓMENO DAS PISCINAS Em quatro anos, Katie já conquistou o mundo. Depois do inesperado outro Olímpico em Londres, com apenas 15 anos, as melhores braçadas que deu numa piscina, viram-se em Kazan, onde conquistou o ouro nos 200m, 400m, 800m e 1500m livres (feito que nenhum outro nadador havia conseguido numa só edição dos Mundiais), bem como na estafeta de 4x200m livres. Em 2013, Katie conquistara cinco títulos nos Mundiais de Barcelona). Bater recordes a torto e a direito, uns atrás dos outros, para ela é um hobbie, uma paixão que lhe dá medalhas, mas que lhe rouba o tempo. Depois do brilharete Olímpico, voltar à normalidade tornou-se uma tarefa impossível. Após os Mundiais, Katie decidiu congelar a matrícula na Universidade de Stanford, uma das melhores dos Estados Unidos, para se focar na preparação dos Jogos Olímpicos do Rio. Em janeiro, Katie participou num meeting em Austin, nos Estados Unidos da América, onde bateu o recorde mundial dos 800 metros livres, com o tempo de 8.06,86 minutos. A campeã olímpica bateu o seu próprio recorde, de 8.07,39, marca que tinha sido cronometrada em agosto do ano passado, durante os Mundiais de natação, que decorreram em Kazan. NO RIO COM MICAHEL PHELPS «Claro. Queres nadar daqui a uma hora?», respondeu-lhe Katie, depois de Michael Phelps a ter desafiado para uma corrida, durante um evento em que coincidiram no Arizona. Não chegaram a correr. «Não, quero nadar agora, que acabaste uma prova e estás cansada», atirou o medalhado olímpico. Katie mesmo assim disse-lhe que sim. Mas conta a história que Michael Phelps não apareceu. «De outro mundo». Foi assim que Bob Bowman, o mentor de Phelps, qualificou Katie Ledecky. O recordista de medalhas olímpicas voltou a elogiar a compatriota. «Ela tem fome de títulos. É bom vê-la a dominar de forma continuada». Em comum com Phelps, para além de ser uma das maiores estrelas em ascensão na natação, Katie Ledecky tem o facto de se ter estreado nuns Jogos Olímpicos aos 15 anos. A diferença é que, enquanto o nadador de Baltimore foi quinto nos 200 metros mariposa, em 2004, Katie conquistou o ouro logo à primeira tentativa, nos 800m de Londres 2012. E se os acordes de piano são a sua inspiração, é dentro de água que Katie dá música à concorrência. É preciso voltar aos anos 60 e 70, para encontrar uma nadadora que se assemelhe ao seu potencial – Debbie Meyer, batizada na América como a diva, quando nos Jogos Olímpicos do México, em 1968, ganhou os 200, 400 e 800 metros, tornando-se a primeira mulher a ganhar três ouros Olímpicos num só edição. Para os Jogos Olímpicos do Rio, se Phelps conta fazer história em cinco provas, Katie vai mais longe, e são seis as medalhas que pretende levar para casa. Ledecky detém nove dos dez melhores tempos de sempre dos 800 metros e apresenta-se como a grande candidata a revalidar o título olímpico - na prova em que vai estar uma portuguesa, a Tamila Holub, vice-campeã europeia de 800 metros e campeã europeia de 1500 de juniores. ...
Estilos e Espantos 10 de julho de 2016 - o dia em que Portugal entrou para a história como campeão europeu através de um pontapé fulminante de um herói julgado improvável, o Eder. E depois da angústia que foi ver-se Cristino Ronaldo caído no relvado em lágrimas na sequência da dura entrada de Payet que o inutilizou e de ele sair do campo de lágrimas no rosto também o que se viu foi o «patinho feio a transformar-se em cisne» e o que aqui se conta é a história desse patinho feio que se transformou em cisne depois de aprender a jogar futebol num lar de acolhimento e quando, por lá, partia os vidros das janelas, levava puxões de orelhas... Há coisas que só existem no futebol. Há momentos que só se vivem uma vez na vida. A noite foi de festa mas há uma memória que não me sai do pensamento, o contentamento daquele adepto com quem me cruzei. Ele próprio estava incrédulo, não por Portugal ter sido campeão europeu, mas sim por Portugal ter sido campeão curopeu com um golo de Éder. Aquando da convocatória de Fernando Santos, Éder foi o mais criticado, mesmo assim, seguiu viagem para Paris. Em solo francês, antes da final estivera em campo apenas cerca de 20 minutos, quando Portugal mediu forças frente à Islândia e Áustria. Mas como o Stade de France é o palco de todas as emoções, Fernando Santos quis arriscar, arriscou nele, já Ronaldo tinha tido um feeling - e a antes de ele entrar em campo, disse-lhe, certeiro: «Vai, que vais marcar o golo da vitória» - e foi, o golo histórico, o seu primeiro pela seleção em competições oficiais. AS JANELAS QUE PARTIU NO LAR DE ACOLHIMENTO A avó Ricardina Lopes não conseguia desviar o olhar das fotografias do seu menino, o neto que viu nascer e tanto amor lhe deu, naquele Bairro da Ajuda, em Bissau, mas que cedo viu partir para Lisboa, com os pais, em busca de um futuro melhor. Éderzito António Macedo Lopes nasceu na Guiné-Bissau, a 22 de dezembro de 1987. Podia ter escolhido representar a Seleção do seu país de origem, mas a Guiné apenas foi o país onde nasceu. Nunca mais voltou. Portugal acolheu-o como um filho, e como bom filho, escolheu as cores de Portugal, o país que lhe ensinou o melhor que a vida lhe deu: o futebol. Filho de pais pobres, Éder, como o tratam os companheiros, chegou a Portugal aos três anos de idade, e aos oito, foi entregue a um Orfanato em Coimbra, onde foi criado. Na altura, os pais não tinham condições para o criar. A chegada ao Lar Girassol não foi fácil, Éder não conseguia perceber porque não podia ficar com os pais, tal como os seus amigos. Por ali, para esquecer as mágoas de uma infância inconstante, Éder começou a jogar futebol… e a partir algumas janelas. «Jogávamos futebol lá no pátio e eu parti muitos vidros. Tive alguns castigos por causa disso. Uns puxões de orelhas, uns raspanetes, ir para cama mais cedo, não ver televisão. Por outro lado, chegaram a tirar-me do futebol por causa das notas e o treinador do Adémia foi ao colégio pedir para eu jogar», contou o jogador numa entrevista ao Mais Futebol. AS FEBRAS À BORLA QUANDO MARCAVA GOLOS Éder começou a carreira no Adémia, clube nos distritais de Coimbra, equipa que formava jogadores. Mesmo quando não treinava durante a semana, castigado pelos vidros que partia no lar de acolhimento, Éder não faltava aos jogos no fim-de-semana. Mas não era só pelos jogos, mas sim pelo amigo, um talhante, adepto fervoroso do Adémia. «Por cada golo que eu marcava oferecia-me uma febra. Então, no final da época, fazíamos sempre uma almoçarada com as febras todas». As vidraças viraram golos, e Éder teve de subir a pulso até à Liga para chegar à Académica. E chegou a ser caso de polícia depois de desertar a meio da noite do hotel onde estava a ser negociada a sua transferência para Inglaterra, a meio da época 2011-12. Mas já lá vamos. Depois de aprender as bases no Adémia, onde foi parar pelo incentivo de um professor que o lá levou a fazer testes, Éder, chegado a sénior, transferiu-se primeiro para o Oliveira do Hospital e depois para o Tourizense aos 18 anos, altura em que o clube o aliciou com um contrato de 400 euros por mês (o seu primeiro ordenado). Do primeiro salário, a maior parte foi enviada para a mãe. EM COIMBRA COM ANDRÉ VILLAS-BOAS Éder já não era aquele menino irrequieto que, na escola costumava participar em torneios escolares para alimentar a paixão do futebol. Era já um jovem no auge da maturidade que queria fazer carreira no futebol, depois de ter conseguido a dupla nacionalidade e firmar-se português. E consegui-o, tinha chegado à Académica de Coimbra, clube que militava na primeira divisão do campeonato português. Quatro épocas no emblema conimbricense permitiram-lhe lidar com treinadores como Domingos Paciência, André Villas-Boas, Jorge Costa ou Pedro Emanuel e, talvez por isso, Éder deixou-se contagiar pela mesma ambição e vontade de ganhar que reconhece nos técnicos com quem aí trabalhou. Os anos passados na Académica foram bastante proveitosos e o destino acabou por colocá-lo na rota do Braga, cidade onde, inclusive, havia vivido por um curto espaço de tempo durante a sua infância. A CHAMADA À SELEÇÃO DE PAULO BENTO Sem grande concorrência ao seu nível, Éder conquistou desde logo o seu espaço e tornou-se num dos titulares indiscutíveis da formação arsenalista, facto que lhe proporcionou a chamada à Seleção Nacional, comandada por Paulo Bento, na convocatória frente ao Azerbaijão, a 11 de setembro de 2012. Em Braga, Éder viveu um período conturbado, com algumas lesões pelo meio, o que lhe permitiu dar o salto – o Swansea, da Premier League inglesa chamou por ele, mas Éder não se conseguiu afirmar, acabando por ser emprestado ao Lille, da Primeira Liga francesa na época de 2015, de forma a não perder o lugar na carruagem dos convocados para o Euro 2016. SUSANA TORRES, UM ANJO DA GUARDA Éder, herói português, imaculado anjo de Cristiano Ronaldo, mas por muito tempo, a alcunha que melhor lhe serviu foi Ederbayor, ou não tivesse o Emmanuel Adebayor (jogador togolês) como ídolo, um avançado que combina, no seu estilo aparentemente desengonçado, força física com mobilidade, mas que dança com uma agilidade felina a cada golo que marca. E no Stade de France, Éder mostrou toda a sua garra, toda a sua força, uma identidade nacional que já se fazia sentir ao serviço da Académica. Mas o percurso para se firmar no futebol não foi fácil. Fragilizado com as criticas e descrente no seu futebol, Éder chegou a ponderar desistir do seu sonho, só não o fez porque conheceu Susana Rodrigues Torres, uma antiga bancária de Viana do Castelo, que se tornou a sua mentora desportiva de alta performance. E foi a Susana, que Éder fez questão de dedicar o golo, o golo que fez Portugal Campeão Europeu. «É a minha treinadora de alta performance, vocês deviam conhecê-la…». E o Mundo já conheceu Susana. «Este jogador, que na altura colocava em causa a sua carreira desportiva, comentou comigo o seu sonho de criança e acabámos por lançar um desafio um ao outro: ele transformava o sonho num objetivo a seis meses, e eu dar-lhe ia todas as ferramentas que possuía para o ajudar a conquistar esse objetivo. Foram seis meses de trabalho intensivo e no fim o jogador rumou a uma das ligas mais exigentes do mundo». Para Fernando Santos, o futebol de Portugal foi «simples como as pombas e prudente como as serpentes», quanto a Éder, foi ele mesmo, o mesmo rapaz que em criança chegou a um lar de acolhimento e alimentou o sonho longe dos pais. Ali fez vários irmãos, na Seleção fez outros quantos. Certo é, que todos eles partilham a mesma opinião: o patinho feio virou cisne, e Portugal nunca mais irá esquecer o 10 de Julho, e o Éder também não - porque foi o dia que lhe deu o que se calhar poucos achavam que ele poderia agarrar em Paris: a imortalidade, o nome em grande na história - por ter sido dele o golo que fez de Portugal campeão da Europa. ...

PORTUGUESES

EMIGRANTES

NUNO SILVA: DO PESADELO EM ANGOLA À AVENTURA EM ESPANHA COM A CAMISOLA DE FRANCO. Nuno Silva não vai esquecer tão cedo o dia 29 de julho de 2015. O extremo de 29 anos apresentou-se como reforço do Real Jaén, da 2.ª divisão B espanhola, com uma camisola estampada com a imagem do ditador Francisco Franco e a polémica estalou em Espanha. O assunto foi um dos mais comentados no twitter e o dia que parecia o mais tranquilo e calmo tornou-se num verdadeiro pesadelo. «Recordo como se fosse hoje. Acaba por ser o momento com maior impacto da época, do clube e, claro está, também o momento que teve mais impacto para mim nesta passagem por Jaén. Passei a ser um jogador conhecido por causa de uma camisola. Foram dois/três dias difíceis ao início mas depois demos a volta à situação com os grandes profissionais do clube. O apoio de todos foi determinante para a minha adaptação à cidade e ao clube», recorda Nuno Silva em conversa com A BOLA. «A oportunidade de vir para o Real Jaén surgiu com a maior das naturalidades e sem contar muito. Estava a procurar a melhor solução dentro do mercado português e estava num trabalho de verão com um amigo e o telefone tocou quando menos esperava. Ouvi a proposta e não hesitei pois era um desejo muito grande jogar em Espanha», acrescenta o extremo que em Portugal representou clubes como o União da Madeira, Freamunde, Olhanense, Santa Clara, entre outros. Finda a temporada em Espanha, Nuno Silva faz um balanço positivo e deixa rasgados elogios à qualidade que existe no terceiro escalão do futebol espanhol. «O balanco é super positivo a nível pessoal: realizei mais de 30 jogos, marquei quatro golos, fiz várias assistências e jogos de bom nível. Estou muito feliz com a época que fiz a nível pessoal mesmo com os problemas todos que existiram durante a época. Não tinha a ideia de que a 2.ª divisão B tivesse este nível. Há equipas neste campeonato com orçamentos, estádio, condições de trabalho e adeptos superiores a muitos clubes da Liga portuguesa. Aqui o futebol é vivido com muita paixão», descreve. O carinho dos adeptos exigentes do Jaén A experiência no Real Jaén terminou, mas Nuno Silva garante que não vai esquecer os exigentes adeptos do emblema espanhol. O amor que a afición tem pelo clube é enorme e mesmo nos momentos mais difíceis não deixam de apoiar a equipa. «Os adeptos são exigentes porque o Jaén é um clube grande, que está habituado a estar acima da 2.ª B. Os adeptos querem ver o clube nos escalões acima. São apaixonados e sentem o clube como ninguém. Não são de outros clubes, são apenas do Real Jaén e isso faz-nos perceber o verdadeiro sentido da palavra amor. Mesmo nos momentos difíceis, os adeptos não deixam de apoiar… Incrível. Nos nossos jogos em casa eram sempre no mínimo quatro mil a apoiar», conta o atacante português. Angola: o pior passo da carreira A aventura por território espanhol não foi a primeira além-fronteiras de Nuno Silva. O jogador português esteve 18 meses em Angola mas as coisas não correram como o desejado. Atualmente assume essa mudança como o «pior passo da carreira»… «Não vou esconder que foi o pior passo na minha carreira. Não ponderei os riscos e fui atrás apenas do dinheiro. Pensava que poderia ter uma carreira melhor fora do que em Portugal e ganhar mais títulos e dinheiro. Hoje assumo publicamente que me arrependo de não ter ouvido o meu pai. Tinha apenas 25 anos e estava na Liga [Olhanense] com um grande treinador, o Sérgio Conceição, um grupo de jogadores muito bom e não tive paciência… Reconheço que fui egoísta e egocêntrico quando tomei a decisão de me aventurar por Angola», admite. «Mas tenho de valorizar a passagem por Angola do ponto de vista pessoal. Foi um ano e meio de grande aprendizagem, Obrigou-me a traçar outros caminhos e a reconhecer que estava errado… Aprendi muito e aqui tenho de destacar alguém, que pelas suas qualidades humanas, foi muito importante para mim durante a passagem por Angola: o Professor Vaz Pinto», acrescenta. Futuro? Onde for feliz… O futuro não preocupa Nuno Silva. O extremo português espera encontrar um projeto onde se sinta valorizado por todos. Depois de tudo o que viveu, Nuno garante que o mais importante neste momento passa por agarrar uma oportunidade num clube onde possa ser feliz. «Os meus objetivos passam sempre por ser feliz e nunca ir apenas atrás da melhor solução financeira. Movo-me por paixões e o futebol espanhol é vivido dessa forma. Se me derem a escolher tentarei continuar por Espanha», garante. «Voltar a Portugal está sempre nos planos e sem vaidade posso afirmar que não vou para um projeto de Liga 2 só para estar na Liga 2. Não sinto qualquer complexo em jogar em que divisão for. O mais importante hoje é sentir-me feliz todos os dias em que calço as chuteiras, desejado e importante para as pessoas que me rodeiam no clube. Gostava de voltar para poder ter a alegria de ver os meus pais e filhos a festejarem um golo meu», termina....
RUI JANOTA CONCRETIZOU SONHO ANTIGO EM ANGOLA. Rui Janota começou a temporada no Real Massamá, do Campeonato de Portugal, longe ainda de imaginar aquilo que o destino tinha reservado para si. O telefone tocou e do outro lado um convite inesperado, mas que lhe permitia cumprir um dos maiores sonhos: ser jogador profissional. Colocou os prós e os contras na balança e decidiu aceitar o desafio de rumar a Angola para representar o 1.º de Maio de Benguela. Nos primeiros meses apanhou paludismo e febre tifoide numa realidade «completamente diferente». A falta pontual de luz, de água, as estradas terríveis, o calor infernal e a pobreza nas ruas são apenas alguns dos problemas de um país que vive e muito o futebol. O que falta? A família. Mas a vontade de triunfar e de dar um bom futuro aos seus tem sido o foco do médio português de 26 anos. «É uma realidade completamente diferente daquela a que estava habituado, mas tem sido bom. Ao início tive algumas dificuldades, pois estou num país diferente e acontecem aqui coisas que pensava que não existiam. Estava muito preocupado com a segurança. Vim completamente sozinho e quando cheguei ao aeroporto nem sabia para onde ir. E as saudades…Estou longe da família e isso custa-me… Mas sei que vou conseguir melhorar a minha vida», começa por contar Janota, em conversa com A BOLA. «Dizem que vivo na melhor cidade. Benguela é a província mais limpa e segura. Mas não sou indiferente ao que se passa em certos bairros. Aqueles miúdos que andam no campo descalços, que não se alimentam e andam atrás de ti a pedir água… é chocante. Custava-me lidar com isso diariamente. Agora aproveito essas ocasiões para brincar com eles», sublinha. 12 horas de viagem entre Benguela e Luanda Cerca de 500 quilómetros separam Benguela de Luanda. Uma distância considerável tendo em conta que o 1.º de Maio tem várias deslocações à capital angola. Esta temporada já foram cinco as jornadas em que o emblema de Janota teve de visitar Luanda e em quatro delas foram… de autocarro. «É uma viagem difícil. Os autocarros não são os melhores, as estradas têm muitos buracos e… doze horas de viagem. A nível pessoal tem sido uma experiência incrível, pois ganho forças para conseguir aguentar tudo. Tenho aprendido muito nestes meses sozinho», assegura. Pese as dificuldades, Rui Janota faz um balanço positivo dos primeiros meses em Angola: «Receberam-me bem no clube, tanto o treinador como os meus colegas. O facto de a língua ser a mesma ajuda, no entanto se falarem rápido não percebo nada. Mas agora acho que já falo um pouco como eles. Ultimamente, quando falo com a minha família perguntam-me sempre porque é que estou a falar ‘daquela maneira’…», conta entre risos. «O balanço acaba por ser positivo. As coisas estão a correr bem. Estou aqui para conseguir dar o salto para um clube melhor e a verdade é que alguns clubes já falaram comigo. Voltar para Portugal? Não sei… Gostava mas sei que em Portugal é muito complicado ser jogador profissional. Para quem quer construir família, como é o meu caso, acaba por ser muito complicado porque os ordenados não são nada por aí além», acrescenta Janota. Treinos com cinco mil (!) adeptos A paixão do povo angolano pelo futebol é genuína. E o exemplo que Rui Janota nos conta é sinal disso mesmo. Cinco mil adeptos a assistirem a um simples treino prova que o desporto-Rei move multidões num país onde a taxa de pobreza ainda é bastante significativa. «Aqui os adeptos vivem muito mais o futebol. Não há outras atrações. Temos treinos com cerca de quatro a cinco mil pessoas. Incrível. E festejam os golos nos treinos como se estivessem a ver um jogo a sério…», resume. «Quais as diferenças para o futebol português? Aqui [em Angola] existe qualidade técnica, mas em Portugal o jogo é mais estudado. A nível tático é muito mais evoluído em Portugal. Aqui é mais talento puro do que tático. E a nível físico, em Angola é mais exigente». Rui Janota cumpriu um sonho num país absolutamente diferente daquilo a que estava habituado. Os amigos, a namorada, a família… todos eles estão em Portugal a torcer para que as coisas corram bem ao médio. O que fica? As saudades. «Tenho muitas saudades dos meus amigos e da minha família. Morava numa zona calma e estava sempre em casa de amigos. Aqui não tenho ninguém. Treinamos de manhã e depois tenho o dia todo para fazer o que quiser. São muitos tempos mortos. Os meus colegas não gostam de praia, de piscina… Não há um centro comercial, nada… Ou vou para a piscina sozinho ou jogo Playstation. Mas isto se tiver luz…», termina....
FÁBIO ESPINHO: O DESEJO DE TRIUNFAR NO MÁLAGA APAGA A MÁGOA POR O QUE FALTOU CONQUISTAR EM PORTUGAL. Fábio Espinho chegou ao Málaga no início da temporada passada, depois de duas épocas de bom nível ao serviço do Ludogorets, clube no qual conquistou dois Campeonatos da Bulgária, uma Taça e brilhou nas competições europeias contra equipas como o Real Madrid e o Liverpool. A estreia na liga espanhola não foi a desejada, marcada pela escassa utilização, e o médio português acabou por sair no mercado de janeiro com destino a Moreira de Cónegos. «Como todos sabem, em Espanha não fui muito utilizado, por opção do treinador. Sempre estive habituado durante a minha carreira a jogar, senti que devia sair para ir em busca desses minutos que são importantes para mim. Sabia que o Moreirense podia dar-me isso e felizmente as coisas correram como eu esperava. Acho que o balanço é completamente positivo, pois contribuí para o objetivo do clube: a manutenção», assume Fábio Espinho em conversa com A BOLA. «Claro que o facto de ter jogado no Moreirense pesou no momento da decisão. Sempre mantive uma excelente relação com toda a estrutura e eles também quando souberam da minha situação fizeram questão de saber a minha disponibilidade em regressar. Foi assim que surgiu a oportunidade», acrescenta. Objetivo: afirmação no Málaga Habituado a ter um papel importante nas equipas que tem representado ao longo da carreira, o médio de 30 anos sente que está em dívida com o clube que o contratou no verão de 2015 e promete trabalhar no máximo para merecer a confiança do novo treinador do Málaga, o espanhol Juande Ramos. «Tenho mais um ano de contrato. O meu desejo passa por regressar ao Málaga e conseguir afirmar-me, uma vez que não tive essa oportunidade a temporada passada. Desde que cheguei, procurei sempre trabalhar no máximo e, das poucas oportunidades que tive, acho que estive bem. Agora, as decisões cabiam ao treinador [n.d.r. Javi Gracia] e eu só tinha de respeitar», reconhece Fábio Espinho, sem esquecer o trabalho que desenvolveu na Bulgária, fundamental para dar o salto para uma das «melhores ligas do mundo»: «Foram dois anos completamente espetaculares na Bulgária. O primeiro ano quando cheguei consegui ganhar tudo. No ano seguinte abrilhantámos ainda mais o nosso percurso com a participação na Liga dos Campeões. Fui muito feliz na Búlgária. Sinto também que fui um jogador muito importante num sítio onde me senti muito bem e valorizado. Com o que fiz lá consegui dar o salto para o campeonato espanhol, uma liga de sonho para muitos jogadores. Ficou o sabor amargo na época de estreia, mas espero ter a minha oportunidade este ano.» O que faltou para ter outra carreira…em Portugal Fábio Espinho cumpriu toda a sua formação no FC Porto, mas nunca conseguiu chegar à equipa principal dos dragões - ainda esteve duas temporadas na equipa B, seguindo depois para o Sporting de Espinho. Chegou à Liga em 2009 pela porta do Leixões e destacou-se no Moreirense, ao ajudar a equipa a subir da Liga 2 ao principal escalão do futebol português, em 2011/2012. As duas temporadas em Moreira de Cónegos despertaram o interesse do Ludogorets e depois, como já referido, deu-se o salto para o Málaga. Mas afinal o que faltou para Fábio Espinho conseguir chegar a um dos designados grandes do futebol português? «Esperava fazer outra carreira aqui em Portugal, mas assim não foi possível... Não escondo que perspetivava outro tipo de carreira no meu país, mas não sei quais foram os motivos para isso não acontecesse...Mas consegui lá fora o que não consegui em Portugal e fico também feliz por isso», remata....
IDALÉCIO: DOS RELVADOS PARA UM DOS MAIS FAMOSOS RESTAURANTES LONDRINOS . Idalécio arrumou as chuteiras aos 38 anos, dando por encerrada a carreira no Quarteirense, em terras algarvias, a região que o viu nascer, depois de ter jogado no principal do escalão do futebol português ao serviço de SC Braga, Rio Ave, Nacional e Farense. Em 2013, depois de uma incursão com pouco sucesso no ramo imobiliário, decidiu emigrar para terras de Sua Majestade. Há três anos que está em Londres e, a A BOLA, garante que o único arrependimento foi não ter tomado a decisão mais cedo. Trabalha no Novikov, um dos restaurantes mais famosos de Londres, por onde passam grandes nomes do futebol, e sempre que possível não perde oportunidade de se fotografar com os craques: «É engraçado agora ser eu a pedir para tirar fotos, quando já estive do outro lado, com os adeptos a pedirem para posar com eles.» Mas nem tudo foi um mar de rosas. «Primeiro vim sozinho. Tinha cá um cunhado que me ajudou com a estadia, só passados uns quatro meses é que vieram a minha mulher e as minhas filhas. Não tinha qualquer experiência de nada, mas arregacei as mangas e fui à luta. Primeiro trabalhei num casino no centro de Londres, era team manager, depois fui servir às mesas no Caffé Concerto, onde tive a felicidade de encontrar outros portugueses que me ajudaram bastante na aprendizagem do funcionamento do que tinha de fazer, seguiu-se uma empresa melhor, o Duck and rice, cujo proprietário é um chinês muito conhecido, Alan Yau, até que fui a uma entrevista no Novikov, cujo manager é filho de um antigo futebolista, o Décio Barroso, mas fiz questão de deixar claro que queria que me contratassem para ser útil e não como amigo», explica. Idalécio é Chef D´Pass, ou seja, faz a ligação entre os empregados de mesa e os chefs de cozinha. Uma espécie de supervisor, mas com muito trabalho pela frente… «Durante a semana servimos entre 80 a 100 almoços e 300 a 400 jantares, ao fim de semana é uma autêntica loucura», conta. E é curiosa a resposta a como é que um futebolista se adapta a estas andanças: «Temos de ser pessoas equilibradas e o futebol dá-nos mais capacidades do que aquilo que as pessoas pensam. Ainda há muito o estigma de se olhar para o jogador como sempre um burro, que só sabe fazer aquilo. Mas, não é bem assim.» FC Porto e Sporting de Londres Mas o bichinho do futebol continua bem presente e em Londres já representou as equipas locais de FC Porto e Sporting. - No ano em que cá cheguei fui convidado por uns amigos a jogar no FC Porto of London, treinava às sextas à noite e jogava aos sábados, antes de ir para o trabalho, sempre como amador, claro. Depois fui convidado pelo Sporting de cá para ir a uma digressão à Madeira durante quatro dias. Agora joga umas futeboladas com os amigos, diverte-se e mantém acesa a chama do passado, do qual já sente algumas saudades. «Há sempre uma certa nostalgia. Mas tenho enorme orgulho no percurso que fiz Um benfiquista que marcou na Luz Idalécio diz que utiliza o Facebook como forma de se manter mais perto dos amigos e da família, o que sente mais falta de Portugal, e recentemente uma prima que o visitou levou-lhe um gorro e um cachecol do Benfica e tem postado algumas fotos à benfiquista por diversão «e não para gozar com ninguém». Assume-se benfiquista, mas não esquece o golo que marcou na Luz! «Sim, sou adepto do Benfica, mas isso não me impediu de lhes marcar um golinho na Luz, em 1997 (risos)», recorda, o encontro da 1.ª jornada, da época 1996/1997, em que o SC Braga empatou (1-1), na Luz, e Idalécio marcou a Michel Preud’homme, aos 84 minutos, depois de Hélder ter marcado, de grande penalidade, aos 82. Tem um vídeo dos melhores momentos De Evra, a Lampard, Drogba, John Terry e tantos outros craques. Idalécio diz ter o privilégio de os ver e servir no restaurante Novikov e quando possível, sem os incomodar, lá pede para tirar uma foto e, por vezes, revela já ter sido jogador e até lhes mostra no telemóvel um vídeo dos melhores momentos da carreira. «Passam por cá tantos… Portugueses já vieram Ricardo Quaresma, Raul Meireles, Bosingwa, Cédric, José Fonte. O vídeo? (risos) Quando sinto que não estou a incomodar mostrou-o. Uma história engraçada? Com o Evra. Pedi para tirar uma foto, ele aceitou, mas depois disse logo que não a podia publicar em lado nenhum. Aliás, o segurança dele veio dizer isso e o meu colega que tirou a foto, um italiano, ficou com tanto medo que nem me enviou a foto (risos). Mas, no geral são todos simpáticos e acessíveis», salienta. Embora esteja longe do sol algarvio, Idalécio afirma estar feliz com a família em Londres: «Sinto-me muito bem. Realizado com a carreira que tive no futebol, da qual guardo grandes momentos, principalmente no SC Braga, numa altura em que o clube estava em crescimento, e atualmente fico muito contente de ver os ver num patamar elevado, e esta fase da minha vida além futebol está a ser uma experiência muito positiva. As minhas filhas integraram-se com muita facilidade, estão felizes, e isso é fundamental.» Fotos gentilmente cedidas por Idalécio...
 

sondagem

João Mário vai continuar no Sporting?

 

resultados

de ontem
Danilo é um bom reforço para o plantel do Benfica?
  • 66%
  • 34%
  • Sim
  • Não