O Presidente da República afastou, esta quinta-feira, qualquer possibilidade de eleições antecipadas e aconselhou «baixar a temperatura, agir no quadro parlamentar que os portugueses escolheram», considerando que o início de legislatura «não pode ter sabor de fim de ciclo».
Na sessão de encerramento da conferência ‘Portugal? e agora?’, promovida pelo jornal Público, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa deixou avisos, quer para o Governo quer para os partidos da oposição, dirigindo-se também a outros setores da sociedade.
«Não se julgue que alguém de meridiano bom senso possa recorrer num intervalo de tempo em que isso será possível ao voto popular antecipado a pretexto de indefinições estratégicas decorrentes de imprevisibilidade política num país que acabou de sair de eleições, que gere uma situação de âmbito global na saúde pública e tem uma presidência europeia pela frente já no primeiro semestre do próximo ano», avisou.
E disse mais. «O caminho é outro: baixar a temperatura do ambiente vivido, resistir à tentação sistemática, venha de onde vier, poderes ou oposições, do aceno a crises políticas apelando a dissoluções, definir rumos minimamente estáveis e agir no quadro parlamentar que os portugueses escolheram», defendeu.