A economia do Brasil cresceu 1,1% em 2019 e o Produto Interno Bruto (PIB) totalizou 1,4 mil milhões de euros, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Trata-se do terceiro resultado anual positivo, após os aumentos de 1,3% em 2017 e 2018, que interromperam duas quedas acumuladas em 2015 e 2016, quando a economia brasileira entrou numa grave recessão e recuou quase 7 pontos percentuais.
No ano passado, o Brasil registou subidas nos três principais setores que contribuem para a formação do PIB: a agropecuária aumentou (1,3%), a indústria (0,5%) e os serviços (1,3%).
O setor de serviços foi impactado principalmente por atividades de informação e comunicação, que cresceram 4,1%, atividades imobiliárias (2,3%) e o retalho (1,8%).
Na agropecuária, que tem um peso de apenas 5% no cálculo das riquezas produzidas no Brasil, os destaques foram lavouras como o milho, que registou crescimento de 23,6% e expressivo ganho de produtividade, do algodão (39,8%), laranja (5,6%) e feijão (2,2%).
O desempenho da pecuária brasileira no ano passado foi influenciado positivamente pelo estreitamento da relação comercial com a China, por conta da peste suína no país asiático.
O PIB per capita do Brasil, cálculo que divide o montante do PIB pela quantidade de habitantes de um país, variou 0,3% em termos reais.
A taxa de investimento em 2019 foi de 15,4% do PIB brasileiro, acima do observado em 2018 (15,2%). Já a taxa de poupança foi de 12,2%, menor do que o resultado de 12,4% obtido em 2018.
Entre os componentes da procura interna, houve avanço no consumo das famílias (1,8%), e na formação bruta de capital fixo, em 2,2%.
Em janeiro, a Secretaria de Política Económica do Ministério da Economia brasileiro, anunciou a revisão da projeção de alta do PIB do país de 2,3% para 2,4% em 2020.