O Reino Unido vai extraditar para os EUA o fundador do WikiLeaks, o australiano Julian Assange para ser julgado por espionagem, garantiu o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, segundo o jornal equatoriano El Universo.
«Já fizemos o pedido, será extraditado para os EUA, onde será levado à justiça», acrescentou Pompeo. «Não posso comentar mais, mas o meu Governo considera que é importante que este homem que representa um risco para o mundo e colocou em risco soldados americanos seja sancionado pela justiça», salientou o secretário de Estado, que se encontrou no sábado com o presidente do Equador, Lenin Moreno, no âmbito de uma visita ao país.
Há uma semana, o ministro de Estado britânico para a Europa e as Américas, Alan Duncan, tinha assegurado, por sua vez, numa visita ao Equador, que Julian Assange, 48 anos, não seria extraditado para um país onde pudesse arriscar a pena de morte.
As autoridades dos EUA acusam Assange de ter infringido a Lei da Espionagem ao publicar no portal WikiLeaks uma série de documentos secretos com os nomes de pessoas que forneceram informações às forças americanas e da coligação no Iraque e no Afeganistão.
Porém, Assange invoca o estatuto de jornalista e a proteção que a Primeira Emenda da Constituição norte-americana concede à liberdade de expressão para evitar a extradição.
Julian Assange encontra-se detido na prisão de Belmarsh, nos arredores de Londres, a cumprir uma pena de 50 semanas de prisão por desrespeitar as condições de liberdade condicional em 2012.
O fundador do WikiLeaks esteve refugiado durante sete anos na embaixada do Equador em Londres para evitar a extradição para a Suécia, onde seria questionado sobre alegações de abusos sexuais sobre duas mulheres.
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