«Com a Irlanda apareceu o bicho! Agora é preciso acautelar…» 

Seleção 06-09-2021 15:22
Por Nélson Feiterona

Hugo Basto, defesa-central de 28 anos, saiu no final da época passada do Estoril e aceitou o convite do Neftchi, clube que está em terceiro lugar na liga do Azerbaijão, de Baku, precisamente o palco do jogo da Seleção, amanhã. Na cidade, conta, em conversa com A BOLA, a equipa nacional pode esperar temperaturas abaixo dos 30 graus, mas não muito, além «da humidade», que se sente e incomoda, embora o «vento dos últimos dias ajude a tornar as coisas mais suportáveis».


Hugo está na sua primeira experiência internacional - «acho que é a idade certa, em Portugal era mais do mesmo, não me estava a sentir valorizado e optei por abrir horizontes -, mas confessa que está ainda a dar os primeiros passos, por muito culpa de um azar que lhe atrasou o timing de integração: «Cheguei e tivemos logo jogo europeu na Grécia, com o Olympiakos; depois voltei e apanhei covid… Passei bem, mas foi chato ter de ficar em casa e sem treinar. Finalmente retomei e já me estreei [tem até agora três jogos realizados, um da Liga e dois na Liga Conferência]. Mas a cidade… Baku é enorme e as primeiras impressões são boas, vê-se claramente que está em crescimento, tem um misto do antigo com o moderno, aquela construção nova, imponente e espelhada, um pouco à imagem do Dubai.»


Hugo ainda não sabe se conseguirá ir ao jogo da Seleção, por causa dos horários dos treinos, quase sempre ao final da tarde por causa do calor, mas viu o 2-1, sofrido, com a Irlanda e avisa que os portugueses têm de abrir o olho para ultrapassar mais este obstáculo na qualificação rumo ao Mundial de 2022.

 

«Com as equipas mais acessíveis temos, por vezes, tendência para nos expormos mais um bocadinho, mas felizmente, com a Irlanda, apareceu o nosso bicho! Agora não estará no próximo [CR7 estava em risco, viu amarelo e falha este jogo]… Não há jogos fáceis e com o Azerbaijão não o será. Basta lembrar que em Turim, no primeiro duelo desta qualificação, Portugal venceu apenas por 1-0 [e na sequência de um autogolo…]», lembra Hugo Basto, sublinhando, porém: «Portugal é superior, obviamente, tem obrigação de ganhar, mas o exemplo recente da Irlanda, que teoricamente também seria um jogo mais fácil, o melhor será ter cautelas para não sofrer dissabores. Se fizermos o habitual, o nosso melhor, naturalmente que a vitória está perfeitamente ao alcance.»
 

Leia o artigo completo na edição impressa ou digital de A BOLA.

Ler Mais
Comentários (1)

Últimas Notícias