Se Moura quer dar a volta, é melhor esquecer isto... (as notas do FC Porto)
Até aos 54 minutos, seria mais estranho elegê-lo como a figura do FC Porto nesta partida do que se Francesco Farioli tivesse decidido tirá-lo do campo tão cedo. A bola pouco lhe chegava e, quando a tinha, perdia-a rapidamente. Pouco presente a defender, o galego parecia mais pesado do que o normal, quase como que inadaptado ao tempo quente da Andaluzia. Até que o médio sofreu uma falta, reclamou com o adversário e, talvez irritado com isso, marcou um golaço de livre. Esteve ainda no lance do 1-2 e estava a ganhar confiança, mas continuou a provocar adversários e o treinador decidiu substituí-lo. Pareceu sair chateado (e ainda estava 1-2...)
Diogo Costa (5) — Aos 2 minutos já estava a esticar-se no chão para defender o primeiro remate perigoso, mas acabou por sofrer três golos, o que está muito longe de ser normal, mas nada havia a fazer da sua parte.
Martim Fernandes (5) — De regresso à titularidade, e ao lado direito da defesa, teve de estar muito atento a Ezzalzouli, mas acabou a ver o extremo marroquino a marcar um golaço. Ainda celebrou também ele um golo, mas o lance acabou anulado por mão de Borja.
Pablo Rosario (4) — Desceu no terreno graças à ausência de Bednarek, mantendo-se como homem da confiança de Farioli em qualquer posição. Fez falta, no entanto, no meio-campo. No golo de Cucho, não chegou a tempo de cortar…
Kiwior (5) — Começou com algumas dificuldades físicas a defender 1x1 com Parrott, mas aos 45’ destacou-se por travar um remate de Isco que ia para a baliza com o corpo. No geral, pareceu sentir falta do companheiro polaco…
Francisco Moura (3) — O mal-amado dos adeptos portistas tem tido oportunidades para mudar opiniões, mas o jogo de ontem não ajudou nada. Antony deixou-o para trás no 2-2 e quando a equipa procurava pelo menos pontuar fez o penálti que lhes retirou essa possibilidade. Para dar a volta, mais vale esquecer esta noite...
Alan Varela (4) — Com a pressão do Betis, recuou por vezes demais para junto dos centrais, deixando espaço no meio-campo. Na vertente ofensiva, falhou muitos passes e quase entregou um golo ao Betis, aos 50’, mas a bola acabou por bater no poste. Cresceu quando a equipa melhorou, mas não foi o tampão que os dragões precisariam quando o mais importante seria não sofrer.
Froholdt (4) — Depois de uma época incrível, ficou no FC Porto para concretizar o sonho de jogar a Liga dos Campeões, mas ainda não foi desta que o aproveitou. Jogo bem abaixo do que o médio dinamarquês nos habituou, não conseguiu fazer a diferença.
Pepê (5) — Com pouca bola e pouco acerto no último terço, não teve muitas oportunidades para se mostrar. Só apareceu no melhor momento da equipa, ainda contribuiu para o 1-2, mas acabou a ser substituído quando foi o 3-2.
André Silva (4) — Apesar de Samu ter estado na conferência de antevisão, a titularidade manteve-se no ponta de lança que dá mais garantias a Farioli neste momento. O jogador mais experiente do plantel na Liga dos Campeões esteve muito perto de marcar, logo aos 9’, mas a bola foi à trave. Viu amarelo por confusão a seguir ao empate e acabou por sair para dar lugar a... Samu.
Borja Sainz (4) — Em estreia no onze inicial esta época, depois de muitas entradas decisivas como suplente utilizado. Correu muito para pressionar o guarda-redes do Betis (e com frutos, no lance que quase dava golo de André Silva), mas deu poucas opções aos colegas para criar perigo no ataque. Acabou substituído aos 59'.
Alberto Costa (4) — Entrou na melhor fase da equipa do FC Porto e aproveitou a desmotivação momentânea do Betis para atacar mais, mas depois teve de acabar a defender como os outros.
Pietuszewski (5) — Mal entrou deu mais trabalho à defesa do Betis, arrancando um cartão amarelo, mas desta vez não foi decisivo.
Samu (6) — Quando viu que ia regressar a casa, avisou os amigos do Betis que iam dormir mal… Não terá sido o caso, mas pelo menos marcou um golaço, após triangular com Pepê e Gabri Veiga. Agora ficamos sem saber a resposta dos amigos…
Inbeom (4) — Entrou com o FC Porto a ganhar e a ideia seria a equipa ter mais bola e correr menos riscos. Não foi bem assim…
Santi Gimenez (4) — Ia entrar Nehuén Pérez, mas o FC Porto sofreu o terceiro e por isso foi o avançado mexicano a entrar. Esteve muito perto de fazer o 3-3, de cabeça, mas o guarda-redes do Betis estragou-lhe o momento.