Treinador do Real Madrid reagiu, ao seu estilo, a uma pergunta sobre se tinha falado com Chivu

Mourinho explica saída do Benfica: «Estava confortável, mas...»

Recordou o significado especial que o emblema encarnado teve para si e explicou o que o levou a regressar ao Real Madrid, garantindo que, aos 63 anos, continua movido pela mesma ambição: ganhar o próximo jogo

José Mourinho abriu uma janela para o lado mais pessoal da sua passagem pelo Benfica. Em entrevista à UEFA, o treinador português, agora de regresso ao Real Madrid, admitiu que não escondeu na última época o significado especial que o clube da Luz tinha para si, no entanto, perante a possibilidade de continuar a construir um projeto em Lisboa, surgiu o Real Madrid. E aí, para o técnico, não havia espaço para hesitações.

«Na época passada, em Portugal, não escondi o que o Benfica significava para mim, algo que consegui esconder durante quase toda a minha carreira. Sentia-me à vontade no Benfica, gostava de lá estar e estava convencido de que estávamos a construir algo que traria resultados a curto prazo, mas o Real Madrid é o Real Madrid, e já está», afirmou.

O regresso ao Real Madrid representa também um desafio diferente daquele que encontrou em 2010. Mourinho recordou que esta é apenas a segunda vez que regressa a um clube depois de uma primeira passagem, depois de já ter vivido uma experiência semelhante no Chelsea. «É a segunda vez que regresso a um clube. Já tinha regressado ao Chelsea. Saí do clube em 2008 e regressei em 2013. Quando cheguei ao Real Madrid em 2010, cheguei ao clube depois de ter conquistado a tripla. Ganhei a Champions League e tudo o resto com o Inter, bem como o primeiro Ballon d'Or da FIFA para treinadores. Cheguei depois de uma época em que conquistei tudo», recordou.

«Desta vez, não tinha ganho nada antes de me juntar ao clube. Cheguei aqui com a reputação que o clube já tinha de mim. Tendo em conta o que estavam a passar, o clube achou que eu era a solução, que era eu quem os poderia ajudar. Para mim, isso despertou o meu orgulho», explicou.

Aos 63 anos, Mourinho continua, contudo, a encontrar a motivação no mesmo lugar onde a procurava há mais de duas décadas. «Tenho sempre de ganhar o próximo jogo. Acho que comecei este ciclo há mais de 20 anos — um ciclo do qual só vou sair quando o abandonar de vez, mas é um ciclo de 'Quero ganhar o próximo jogo', 'Qual é a competição mais importante?'. Nunca tenho a resposta certa para essas perguntas, porque, se amanhã tivermos um jogo da Taça do Rei, então a Taça do Rei torna-se a competição mais importante», afirmou.

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