«Contratar Jorge Jesus foi um dos momentos mais infelizes da minha vida»
Bruno de Carvalho, antigo presidente do Sporting, abriu o livro sobre a passagem por Alvalade, abordando a destituição e expulsão enquanto sócio após a invasão a Alcochete e a relação conturbada com Jorge Jesus.
«Independentemente dos sportinguistas, que ficaram muito contentes, mas eu que tive de trabalhar com ele, digo que um dos momentos mais infelizes da minha vida foi quando o contratei. O que aconteceu depois? Acabo destituído. Sabe-se perfeitamente que Jorge Jesus é somente um treinador onde está. Não é nada uma pessoa que se tenta intrometer em tudo. Jorge Jesus é uma pessoa que sempre soube na vida dele que o lugar dele era ser treinador», começou por referir, em conversa com Pedro Ribeiro, no podcast O Meu Clube é o Maior.
Questionado sobre como Jorge Jesus contribuiu para a sua destituição, Bruno de Carvalho atirou: «Por exemplo, em ter dito várias vezes em alto e bom som que não foi ele que chamou as pessoas a Alcochete e depois, em tribunal, ter dito a verdade. Andou-se a criar uma mentira durante dois anos de que supostamente teria feito uma coisa só parva... Treinavam em Alcochete e estavam sempre lá... Mas teria sido eu que combinei o treino. Não só era um terrorista como parvo, mas isso sempre fui. Jorge Jesus teve de chegar a tribunal, à terceira, a muito esforço, e confirmar que foi ele que marcou o treino. Andei dois anos a ser ofendido e humilhado, a minha família a ser ameaçada. O que Jorge Jesus fez? Existe. Consegue sempre coisas fantásticas. Quando o Jorge, no estádio da Pedreira, se chega ao pé de mim e disse: ‘Presidente, não vou a jogo se não me renovar os contratos’. Se isto é uma fórmula de uma pessoa decente de renegociar um contrato… Vá lá, não estava a mascar pastilha nessa altura.»
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