«Organizaram um processo eleitoral à pressa» - João Noronha Lopes

Benfica 18-09-2021 00:10
Por Redação

João Noronha Lopes, candidato derrotado nas eleições de 28 de outubro de 2020, discursou na Assembleia Geral Extraordinária. O empresário, que já se colocou fora da corrida eleitoral das eleições de 9 de outubro, acusou a Direção de Rui Costa de ter organizado um «processo eleitoral à pressa» e que não ter aprovado um novo regulamento eleitoral.

 

«É de futuro que estamos aqui a falar, mas é impossível falar de futuro sem falar do passado. O presidente da Direção já nos disse duas coisas: que queria maior transparência e união. Estamos de acordo. Ao dizer mais transparência está, implicitamente, a dizer que essa transparência não existia quando estava em exercício na Direção. Estamos novamente de acordo. O que conta não é o que se diz, mas o que se faz. Estes órgãos sociais já tiveram duas oportunidades para mostrar que algo tinha mudado. Falharam nas duas vezes. Organizaram um processo eleitoral à pressa. Não é por ser mais cedo ou mais tarde. Foi à pressa, sem regras pré-definidas, sem discutir por que razão estamos aqui hoje. Falharam ao não respeitar o pedido de um grupo de sócios. Utilizaram expediente para evitar que não fosse aprovado um regulamento eleitoral. É inaceitável e indigno do Benfica. A transparência já está a perder por 2-0», acusou o empresário, muito aplaudido pelos sócios do Benfica.

 

João Noronha Lopes pediu que a proposta de regulamento eleitoral feita pelo movimento Servir o Benfica vá a votações esta sexta-feira. «Era importante ter regulamento eleitoral claro e democrático, e daqui manifesto apoio inequívoco da proposta apresentada por este grupo de sócios. Apelo a que seja votado aqui, hoje, na casa de todos. Nada une mais os benfiquistas do que uma eleição clara e transparente, sem dúvidas. Por que insistimos nos mesmos erros? Por que não fazemos diferente? Queremos benfiquistas contra benfiquistas? Quem beneficia com isto são os nossos adversários, que se riem de nós. A união também se consegue doutras maneiras. Consegue-se com uma Direção que não mande no clube e que não abdique do poder para aqueles que não foram eleitos. Queremos estatutos livres e democráticos, que prevejam limitação de mandatos, alteração de regras para o presidente e equidade nos votos dos sócios. Essa união consegue-se com realização de auditoria credível ao clube e SAD por uma empresa externa», frisou o empresário.

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