Leão sofre mas está na final com Paulinho decisivo (veja o resumo)

Taça da Liga 24.01.2023 21:51
Por Miguel Mendes

A partida começou com um susto para o leão. Com João Basso (sim… o mesmo que marcou o golo que ditou a derrota dos leões com os arouquenses para a Liga) a protagonizar uma defesa gigante a Adán. Mas que não… valeu devido ao fora de jogo do defesa brasileiro. Um susto que despertou o leão. E de que maneira. Com dinâmica, excelentes movimentações ofensivas, muitas delas com Esgaio (a surpresa no onze relegando Porro para o banco de suplentes) e Nuno Santos nos corredores. As ocasiões de golo foram surgindo com naturalidade. Primeiro por Pedro Gonçalves, que voltou a zonas mais adiantadas no terreno face ao regresso de Morita, num remate que saiu po cima e Paulinho, essa sim, aos 16 minutos, a estar muito perto de abrir o marcador. Na sequência de um lance magistral de Edwards, a tirar quatro adversários do caminho, e a arrancar um cruzamento onde aparece Paulinho para finalizar. O avançado ainda conseguiu o remate, preparava-se para festejar, mas Weverson, com as costas, consegue um corte num lance que levava selo de golo.


Estava, então, dado o mote para esta primeira parte. Um leão dominador, com consistência defensiva, muito critério nas saídas, velozes nas alas e com muita dinâmica ofensiva. A empurrar um Arouca que sofreu a bom sofrer na primeira metade da partida. A ordem, essa, era para segurar e aguentar o máximo de tempo possível o ímpeto ofensivo do leão. A missão complicou-se ainda mais face à lesão de Weverson, uma infelicidade que obrigou a uma prematura alteração com a entrada de Mateus Quaresma ainda antes dos 20 minutos de jogo.


Encostados às cordas, após lances em que Nuno Santos e Morita estiveram muito perto de inaugurar o marcador, assistia-se a uma avalanche ofensiva leonina sem resultados práticos, leia-se, o golo. Uma primeira parte solitária para Adán e um leão a dominar e a aguardar por alguém que decida. Mas, curiosamente, a etapa inicial terminou com mais um susto. Um golo de Anthony (magistral execução num chapéu perfeito a Adán) mas que haveria de ser anulado por mão de Basso no início da jogada. Uma falta que, curiosamente, após uma ‘eternidade’ de tempo de análise no VAR, haveria de ditar o golo leonino. Livre de Nuno Santos, bola para o corredor esquerdo onde aparece Pedro Gonçalves a cruzar na perfeição para o tiro de Paulinho. Vantagem merecedora, diga-se, após domínio dos leões em toda a linha. 71 por cento de posse de bola, 14 remates (contra um do Arouca) e várias ocasiões de golo.


A segunda parte, por sua vez, mostrou um Arouca como nunca se viu na etapa inicial. Com ataque mais posicional, a tentar ter maior controlo, mais ambicioso e a subir linhas. Os papéis, esses, inverteram-se. Desta vez foram os arouquenses a apanhar um susto com um golo de Matheus Reis que haveria de ser invalidado por fora de jogo do brasileiro. O Arouca crescia e dois erros (Matheus Reis e St. Juste) quase igualavam a partida, não fosse a inspiração e agilidade de Adán. Mas com uma outra atitude, eis que os arouquenses foram premiados com o golo de Dabbagh. Um golo marcado por uma assistência perfeita de Alan Ruiz num cruzamento onde o ponta de lança concluiu com classe. Estava, assim, relançada a partida. Com emoção e momentos de bom futebol.


A meia hora do final da partida, um novo figurino na partida. Muitas mexidas nos onzes, um leão a crescer com as entradas de Porro e Arthur, mas sempre com um adversário ameaçador, sem permitir qualquer tipo de relaxamento. Mas o relógio não parava e o empate persistia. Só um golpe de génio poderia evitar a decisão nas grandes penalidades. Que surgiu pelo… suspeito do costume: Paulinho. Cruzamento de Nuno Santos (de régua e esquadro) e Paulinho a fazer o seu 20.º golo em todas as edições da Taça da Liga. Ele que voltou a ser decisivo com um golo numa vitória em que obrigou o leão a serviços… máximos.


Veja o resumo:


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