«Sentimo-nos injustiçados: se fosse ao contrário, o protocolo seria outro»

Arouca 24.01.2023 22:49
Por Redação

Na conferência de imprensa realizada no Estádio Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria, após o final do encontro da meia-final da Taça da Liga, no qual a equipa que orienta saiu derrotada pelo Sporting (1-2), o técnico do Arouca, Armando Evangelista, reforçou o desagrado quanto à atuação e decisões da equipa de arbitragem liderada por Fábio Veríssimo que já havia acentuado nas primeiras declarações após o encontro da noite desta terça-feira, à Sport TV, agora de forma mais alargada.



A começar, claro, pelo lance do golo anulado ao Arouca aos 45+1 a Antony, por falta de João Basso (mão na bola) no início da jogada, e que acabou por redundar, na resposta… no 1-0 para o Sporting. Convidado a dar a sua interpretação do lance, Armando Evangelista foi direto.


«Sentimo-nos injustiçados. Não sei qual o protocolo é, estou mal informado, parece-me tudo muito esquisito. Num lance em que há falta sobre o João Basso, dá-se a lei da vantagem, fazemos golo, é tudo repartido, e de uma falta que era a nosso favor consegue marcar-se uma falta que anula o nosso golo e dá o golo do Sporting! Estou mal informado, provavelmente. Fica ao vosso critério», disse, ajuntando uma convicção.


«Se fosse ao contrário, o protocolo seria outro. Não acredito que invalidassem um golo desta forma ao Sporting, Benfica e FC Porto e que o justificassem com o protocolo», afirmou Armando Evangelista.


«É óbvio que me senti injustiçado, e os jogadores também. Ao intervalo, não foi fácil recolocar os jogadores bem, em termos emocionais, para disputarem bem a segunda parte. Mas conseguimos. Entrámos na segunda parte muito bem, empatámos. E depois, mais uma vez, o segundo golo do Sporting, e tenho de o dizer, acho que é fora de jogo. Com toda a frontalidade», foi outra das decisões da equipa de Fábio Veríssimo que contestou sem rodeios.


«Mas fico orgulhoso da minha equipa na Taça da Liga, claro. É óbvio que houve muitos casos de arbitragem, mas ficou bem patente o porquê do Arouca estar na meia-final da Taça da Liga: a equipa esforçou-se muito e trabalhou muito para dignificar na Taça da Liga. Se calhar, o que acontece é que não era o Arouca que queriam na meia-final…», alvitrou um treinador inconformado, aos jornalistas.


«Mas o Arouca é um clube sério, com jogadores muito sérios, e capacidade para dignificar uma prova como esta, que admiro. Por aquilo que fizemos, fomos merecedores de estar aqui presentes, tanto pelo percurso como pelo que foi feito neste jogo», sublinhou o treinador dos beirões, apontando uma realidade de… dimensão.


«As nossas forças ainda estão distantes das do Sporting, mas os jogadores tiveram postura, qualidade e personalidade que dignifica, acima de tudo, o futebol. É pena que haja depois questões como essa, de a primeira questão que me colocam ser sobre a arbitragem: é a prova que todos vocês sentem, se calhar, em relação ao que se passou», criticou Armando Evangelista, sem deixar, sempre, e ver as coisas pela positiva, apesar da contestação à arbitragem.


«Esta meia-final não foi só arbitragem, foi qualidade, há que o dizer. O Sporting foi mais ofensivo, teve mais oportunidades, teve mais bola, mas o Arouca, no final das contas, fez muito neste jogo», concluiu o técnico, não sem precisar, questionado a propósito, ter sido «o próprio árbitro» quem lhe disse a razão da invalidação do golo a Antony, e ao Arouca, o protocolo.

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