Ministério Público não desiste de todos os crimes do 'Cashball´

País 19.11.2022 11:48
Por Redação

O Ministério Público (MP) deseja que os arguidos do caso 'Cashball' sejam também julgados por terem tentado comprar quatro jogadores para favorecer o Sporting no início da época 2017/2018. Recorde-se que o caso cashball investigou inicialmente o aliciamento a árbitros de jogos de andebol para favorecer o Sporting em troca de dinheiro, mas a investigação encontrou depois ligações ao futebol. De acordo com a edição deste sábado do Jornal de Notícias, o DIAP recorreu da não pronúncia de 11 crimes, na forma tentada.


Em relação ao 'Cashball', o denunciante Paulo Silva, que servia de intermediário, o empresário de jogadores João Mira Gonçalves e o assistente administrativo do Sporting, Gonçalo Rodrigues, foram inicialmente acusados de 14 crimes, enquanto André Geraldes, antigo diretor desportivo do Sporting, que chegou a ser detido, foi ilibado.


O Tribunal de Instrução Criminal do Porto considerou que não havia indícios suficientes e pronunciou Paulo Silva por três crimes de corrupção ativa, e o empresário João Mira Gonçalves e o funcionário do SCP Gonçalo Rodrigues por um crime de corrupção ativa agravada. Deliberou que havia indícios para julgar Paulo Silva por ter alegadamente oferecido 25 mil euros ao central do Chaves Leandro Freire para ‘facilitar’, mas deixou de fora 11 crimes, que incluem planos de abordagem a jogadores de V. Setúbal, V.Guimarães, Feirense e Moreirense.


O MP, no recurso, insiste que «os três arguidos engendraram um plano para interceder junto de árbitros designados para jogos de andebol (…) e que foi alargado para a jogadores de equipas de futebol contra as quais o Sporting competisse».

Nota ainda o JN que o juiz considerou que alguns atos foram apenas «preparatórios e sem consequência penal», mas o MP defende que devem ser censurados, uma vez que «apenas a última parte falhou», nomeadamente a abordagem de Paulo Silva aos jogadores adversários.   


A decisão quanto ao recurso do MP deve ser tomada nas próximas semanas pelo Tribunal da Relação do Porto. Entretanto, o início do julgamento, no Tribunal de S. João, no Porto, está suspenso.

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