Mais um round na polémica entre federações de kickboxing

Mais Desporto 09.11.2022 09:40
Por Redação

Continua a troca de acusações entre as federações que reclamam a competência de gerir e reger o kickboxing em Portugal.


Em comunicado, a Federação Nacional de Kickboxing e Disciplinas Associadas (FNKDA) vem agora esclarecer o que diz serem as «mentiras» da Federação Portuguesa de Kickboxing e Muay Thay (FPKMT), numa polémica (ver notícias associadas) que espoletou após as 71 medalhas conquistadas por Portugal num Mundial que, insiste a FNKDA, não é reconhecido pela Federação Internacional (WAKO).


Leia o comunicado na integra:


«Depois de tomarmos conhecimento das mentiras presentes no comunicado enviado pela FPKMT cabe-nos esclarecer o seguinte:


1º A FPKMT foi expulsa da WAKO, entidade que rege o Kickboxing a nível mundial, filiada no COI-comité olímpico internacional, por questões relacionadas com falta de democracia no acesso a eleições bem como os estatutos desalinhados com a entidade que supervisiona a modalidade globalmente.


2º A investigação da WAKO, que culminou com a expulsão da FPKMT, teve origem em perto de uma centena de queixas que foram recebidas por parte de clubes, atletas e treinadores portugueses de perseguição, falta de democracia, entre outras até que originaram processos em tribunal.


3º Depois de ter sido expulsa pela WAKO, perdeu em todas as instancias a que recorreu, estando neste momento o processo a aguardar decisão do CAS.


4ª A FPKMT depois de expulsa da WAKO, único organismo mundial que gere o Kickboxing, filiou-se numa empresa privada que organiza eventos de desportos de combate, para poder manter a sua Utilidade Pública Desportiva, apesar de ser um embuste, uma vez que essa empresa (ISKA) em que se filiou não rege em nada a modalidade.


5º Uma vez que acreditamos na justiça em Portugal e entendemos que houve um logro ao querer fazer passar essa empresa por Federação, aguardamos serenamente pelo final do processo.


6º A legitimidade da gestão da modalidade tem de passar, entre outras premissas, pela filiação na entidade que regula a modalidade internacionalmente. A FNKDA está filiada na WAKO e a FPKMT está filiada numa empresa privada que apresentou como Federação internacional, que não é, depois de ter sido expulsa da WAKO pelos motivos acima mencionados, como de forma repetida os jornais têm trazido a lume.


7º Continuamos a aguardar por uma posição sobre quem gere o desporto em Portugal sobre o facto de a FPKMT participar num campeonato mundial de outra modalidade (Kempo) denominado Mundial de Artes Marciais e ser a única entidade a assumir que é de kickboxing.


8º Os graves riscos a que os atletas presentes nesta prova foram sujeitos não podem ser deixados ao acaso. Participarem numa prova, com o apoio do Governo, em que não há fiscalização nenhuma sobre controlo antidoping (não há supervisão de WADA, não está inserida no GAISF) é uma irresponsabilidade que podia ter redundado numa tragédia.


9º A WAKO é a única Federação mundial que gere o kickboxing e é no Campeonato Europeu da WAKO, que se realiza já este fim de semana em Antalya, que vão ser apurados os atletas que vão disputar, com o alto patrocínio do Comité Olímpico, os Jogos Olimpicos europeus, em 2023, na Polónia, e os Combate Games, em 2023, em Riade.»


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