W52-FC Porto anuncia novo projeto com equipa sub-23

Ciclismo 03.11.2022 20:45
Por Redação

A W52-FC Porto, que desistiu de constituir equipa profissional após escândalo de doping, anunciou o lançamento de um novo projeto, que passa por uma equipa de sub-23 e aposta no ciclismo de formação.


«A W52 e o FC Porto vão continuar a apoiar o ciclismo na próxima época desportiva, através de um novo projeto que terá uma equipa de sub-23 e apostará no ciclismo de formação», pode ler-se num comunicado da W52-FC Porto.


Segundo a nota, este projeto estará «ancorado na associação ‘Fonte Nova – Clube de Ciclismo’» e quer «concertar a ação com entidades como a Federação Portuguesa de Ciclismo e outras dos setores desportivo, educativo e social».


Além dos sub-23, a equipa pondera ainda chegar a outros patamares de formação e ao desporto adaptado, procurando apostar num «claro compromisso da defesa da ética e dos valores do desporto».


«A estrutura e o plano de ação da nova equipa W52 - FC Porto serão brevemente apresentados», pode ler-se no comunicado.

A formação profissional, sob a Associação Calvário Várzea Clube de Ciclismo, renunciou à intenção de se inscrever como equipa continental em 2023, depois de, em outubro, a federação ter adiado a decisão quanto à candidatura, um dia depois de sete ciclistas da W52-FC Porto terem sido suspensos pela Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP).


No final de abril, 10 corredores da W52-FC Porto foram constituídos arguidos e o diretor desportivo, Nuno Ribeiro, foi detido, assim como o adjunto, José Rodrigues, no decurso da operação ‘Prova Limpa’, a cargo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do Porto.


Na operação policial, foram apreendidas diversas substâncias e instrumentos clínicos, usados no treino dos atletas e com impacto no seu rendimento desportivo.


João Rodrigues, vencedor da Volta a Portugal de 2019 e da Volta ao Algarve de 2021, foi o ciclista que recebeu a sanção mais pesada: o algarvio de 27 anos vai cumprir sete anos de suspensão, quatro dos quais impostos pela UCI, por anomalias no passaporte biológico, e outros três anos pela ADoP, por posse de método proibido.


Rui Vinhas e Ricardo Mestre, vencedores da Volta a Portugal em 2016 e 2011, respetivamente, foram sancionados por três anos, por posse de substância proibida e método proibido, o mesmo motivo evocado pela ADoP para suspender por igual período Ricardo Vilela, Daniel Mestre, José Neves e Samuel Caldeira.

Ler Mais
Comentários (1)

Últimas Notícias

Serviço de apoio ao cliente
Dias úteis das 9.30h às 13h e 14.30h às 18h
E-mail: clientes@abola.pt
Telefone: 213232133 (Chamada para a rede fixa nacional)
Morada: Tv. da Queimada, 23 1249-113, Lisboa Portugal