«Desafio demasiado grande para recusar»

Chelsea 13.09.2022 17:51
Por Redação

O treinador inglês Graham Potter, de 47 anos, que deixou o Brighton e foi na passada quinta-feira oficializado como sucessor de Thomas Tuchel ao leme do Chelsea, justificou esta terça-feira, nas suas primeiras declarações como técnico dos ‘blues’, a mudança para o campeão mundial de clubes FIFA por ser «um desafio demasiado grande para recusar».


«Temos de olhar para a tradição, a qualidade, tamanho e ambição do clube. É um desafio completamente diferente do que tinha em Brighton. Um desafio demasiado grande para recusar. Tive três anos fantástico no Brighton mas estarei sempre grato aos donos [do Chelsea] por confiarem em mim», afirmou Potter, que assinou por cinco anos com o emblema londrino (até junho de 2027).


Em Londres, na conferência de imprensa de antevisão do jogo da Champions League em que o Chelsea recebe, na quarta-feira, em Stamford Bridge, o RB Leizpig (Grupo E), Potter colocou as cartas na mesa quanto às suas motivações.


«A minha missão principal é ajudar o grupo que encontrei, fazê-los melhorar e apresentar em campo uma equipa da qual os adeptos se orgulhem. Queremos criar a nossa própria equipa e identidade, e que seja reconhecida. Lutaremos por isso todos os dias», prometeu Graham Potter, que, questionado pelos jornalistas, confessou «nunca» ter estado sequer a assistir ao vivo a um jogo da Champions.


«Que me recorde, nunca estive num jogo da Champions, sequer a assistir. Mas é uma boa altura para ‘mergulhar de cabeça’ nesta grande competição. Até aqui, as minhas experiências de Champions limitavam-se a… torcer por uma ou outra equipa. Qualquer que fosse a altura para começar, seria sempre difícil. E se queremos começar de forma brilhante, porque não agora? Mas já experienciei a Liga Europa ao leme do Ostersund [Suécia], quando ganhámos ao Galatasaray e passámos da fase de grupos», recordou Potter.  


Acerca das negociações, confessou rápido acordo. «Pediram-me uma decisão rápida. Mas houve muitas conversas, as reuniões foram muito intensas. Mas fiquei com uma boa impressão, a nível humano, dos donos [do Chelsea]. São gente boa, inteligente, e com visão para traçar o caminho rumo aos objetivos que pretendem alcançar», afirmou Graham Potter.


«[Todd Boehly e os donos do Chelsea] pensaram a longo prazo, têm um plano para executar. Por isso, as negociações foram excitantes. Por isso, reitero: o desafio era demasiado grande para recusar. Pareceu-me o ideal para mim. Estarei sempre grato e terei o máximo respeito pelo Brighton, mas este é um clube de futebol espantoso, que constitui também um espantoso desafio para nós», concluiu Potter, citado pela BBC.

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