Águias lembram «um príncipe do futebol»

Benfica 10.08.2022 16:55
Por Redação

Através da newsletter oficial, News Benfica, os encarnados prestaram homenagem a Fernando Chalana. O antigo internacional português faleceu, esta quarta-feira, aos 63 anos.


«Chalana foi ídolo maior de várias gerações. Um génio do futebol, ímpar, predestinado, imprevisível e sobredotado, venerado por legiões de admiradores, um príncipe do futebol. O Benfica sempre teve grandes jogadores e Chalana foi, para muitos, aquele que mais se distinguiu além de Eusébio.», pode ler-se num texto que recorda as façanhas do jogador nas 13 temporadas em que vestiu a camisola do Benfica, a origem da alcunha Pequeno Genial, e a saída para o Bordéus que ajudou a completar as obras de fecho do terceiro anel do antigo Estádio da Luz.


Leia o texto na íntegra:


«A Nação Benfiquista está de luto, morreu Fernando Chalana, um dos melhores jogadores da imensa e gloriosa história do Sport Lisboa e Benfica.

Chalana foi ídolo maior de várias gerações. Um génio do futebol, ímpar, predestinado, imprevisível e sobredotado, venerado por legiões de admiradores, um príncipe do futebol. O Benfica sempre teve grandes jogadores e Chalana foi, para muitos, aquele que mais se distinguiu além de Eusébio.

Os dribles desconcertantes, os golos decisivos, as assistências açucaradas, a inteligência e intuição em campo e a velocidade estonteante fizeram de Chalana um extraordinário jogador. Chalana foi daqueles, raros, que justificavam, por si só, uma ida ao estádio e que com um simples lance poderiam despertar, nos jovens adeptos, a paixão vitalícia pelo futebol.

Tinha 17 anos e 25 dias quando, lançado por Mário Wilson em 1976, se estreou pela equipa de honra do Benfica, sendo então o segundo mais novo de sempre a alinhar em competições oficiais (secundando Guilherme Espírito Santo) e a tempo de se sagrar campeão nacional. Na época seguinte, Mortimore rapidamente lhe concedeu a titularidade, tornando-se o então miúdo Chalana em figura de proa de mais um tricampeonato do Benfica.

O Pequeno Genial, alcunha feliz da autoria do jornalista José Neves de Sousa, saiu do Benfica em 1984, após exibições inesquecíveis ao serviço de Portugal no Campeonato da Europa, em França.

O montante da venda ao Bordéus, à época considerado exorbitante, serviu para pagar as obras do fecho do terceiro anel do antigo Estádio da Luz.

Voltou passados três anos, entretanto acometido por várias lesões e já sem o fulgor de outrora, mas com a genialidade intacta.

Representou a equipa principal do Benfica durante 12 épocas, ajudando o Clube a vencer seis Campeonatos Nacionais, duas Taças de Portugal, duas Supertaças e três Taças de Honra, além de ter participado no percurso para três finais europeias. Disputou 410 jogos (324 oficiais) e marcou 64 golos (51 oficiais). E sobretudo maravilhou e fez sonhar todos os que tiveram o privilégio de o ver em campo com a camisola do Benfica ou de Portugal.

A ligação ao Benfica não se esgotou nos relvados. Foi treinador nas camadas jovens, contribuindo para o título nos Juniores em 2000, o qual já conquistara como jogador por duas vezes, em 1975 e 1976. Desempenhou ainda o cargo de treinador-adjunto da primeira equipa, chegando a ser treinador principal interino em três breves períodos.

Ao longo do dia, a emissão da BTV tem sido dedicada ao triste desaparecimento de Fernando Chalana, sucedendo-se os depoimentos de colegas e amigos elogiando o extraordinário jogador e o homem bom que infelizmente nos deixou hoje.

Rui Costa, confesso admirador profundo de Chalana, lamentou o falecimento de uma das maiores figuras da história do Benfica: 'Partiu o nosso génio, um dos maiores e eternos símbolos do clube'

Obrigado, Fernando Chalana!».

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