Com entrada de rompante na Ligue 1, Paulo Fonseca explica filosofia

Lille 09.08.2022 17:36
Por Redação

Não poderia ter sido melhor a entrada do Lille na Ligue 1. A equipa orientada por Paulo Fonseca levou de vencida o Auxerre por 4-1, recolhendo muitos elogios, até porque houve marcas quebradas.

Há 44 anos que a equipa não marcava quatro golos na jornada inaugural do campeonato e desde 1993 que uma equipa não marcava dois golos nos primeiros três minutos.

Em entrevista divulgada pelos canais do clube, Paulo Fonseca destacou: «A minha filosofia é ter a bola. Dominar os jogos. Colocar a equipa a jogar com grande dinâmica com a bola. Com uma reação forte quando perdemos a posse. Para mim é difícil quando sinto que a equipa não tem bola. Porque gosto de ter o protagonismo do jogo e gosto de dominar. Tenho de saber o que fazer com a bola. Tenho de saber como consigo encontrar os momentos certos e os espaços para atacar.»

Também falou sobre o modelo tático preferido: o 4-2-3-1. «Acredito que é um sistema que podemos utilizar contra qualquer outro sistema. Contudo, o sistema é algo estático apenas no início do jogo. Porque depois, tudo é diferente. Depende das dinâmicas da equipa. Depende dos movimentos que se deseja da equipa. Para mim, o sistema inicial não é o mais importante. Mais do que isso, é a dinâmica da equipa.»

Deixou ainda pistas sobre as suas principais inspirações. «Inspiro-me em muitos treinadores portugueses. Tenho muitos nomes, em várias áreas que me inspiram muito. Temos uma boa escola de treinadores. A Federação, com este presidente, mudou muito o futebol em Portugal. É por isso que há tantos treinadores portugueses espalhados pelo mundo. Temos uma capacidade de adaptação a diferentes países e diferentes estilos de jogo. Acho que o treinador português tem esta capacidade para se adaptar rapidamente a diferentes circunstâncias», destacou, assumindo ainda o nome de Pep Guardiola: «É o melhor do mundo.»

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