Após brilharete nos Mundiais, Federação está «farta de palmadinhas nas costas»

Canoagem 09.08.2022 09:21
Por Gabriela Melo

A Federação Portuguesa de Canoagem (FPC), presidida por Vítor Félix, reclama financiamento ao nível dos resultados obtidos pelos atletas, «que dificilmente outra modalidade em Portugal consegue», quando a Seleção Nacional regressa do Canadá, hoje, com mais quatro medalhas na bagagem garantidas nos Mundiais de Velocidade e Paracanogem e se assinalaram, ontem, 10 anos da conquista da prata olímpica.


«Fartos de palmadinhas nas costas» pelos inúmeros sucessos, a FPC lamenta «alguma falta de reconhecimento» dos resultados obtidos ao longo dos anos, «em termos de financimento», nas palavras de Vítor Félix. «Mais uma vez, a canoagem mostrou estar à altura de honrar o desporto português e temos um elevado sentimento de ingratidão», frisou o líder federativo.


Em causa, a «falta de feedback de quem tutela o desporto em Portugal» relativamente às reivindicações da 13.ª federação no ranking do alto rendimento em termos de apoios. «Temos um orçamento muito abaixo das nossas expectativas e queremos fazer muito mais. Está provado que conseguimos fazer muito com poucos recursos, mas queremos mais. Somos uma federação muito ambiciosa, com uma geração de atletas fantástica, como se comprovou agora nos Mundiais», lembrou Vítor Félix, forçado a chamar apenas nove canoístas ao Canadá - dos quais dois da paracanoagem - quando serão 23 nos Europeus de Munique, Alemanha, de 11 a 21 deste mês.


«Quando o dinheiro é pouco, temos de andar constantemente com a máquina de calcular na mão e fazer opções. Para um Mundial fora da Europa, tivemos de deixar atletas em casa. Viemos com uma equipa muito pequena, mas cheia de ambição», reforçou o dirigente.


Nos Mundiais do Canadá, nos quais Portugal classificou todos os canoístas no top-10 e conquistou duas medalhas de prata e duas de bronze, «algo que dificilmente outra modalidade em Portugal consegue», deu-se sequência a resultados de excelência cujo ponto alto foram as medalhas de prata de Emanuel Silva e Fernando Pimenta em  K2 1000m, com a marca de 3.09,699 minutos, a 8 de agosto, nos Jogos Olímpicos de Londres-2012.  
 

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