Maria, 103.ª do ranking: sexta mulher nas 'meias' de um Grand Slam aos 34 anos!

Ténis 05.07.2022 22:21
Por Redação

A alemã Tatjana Maria, de 34 anos, apenas 103.ª do ranking WTA, tornou-se esta terça-feira em Wimbledon apenas a sexta tenista na História a atingir as meias-finais de um Grand Slam com esta ou mais idade, ao bater a compatriota Jule Niemeier, de 22 anos, 97.ª da hierarquia, em três sets (4-6, 6-2 e 7-5) nos quartos de final do torneio britânico.


Uma proeza tanto maior por – pasme-se -, Tatjana Maria ser mãe de duas crianças e ter dado à luz a filha mais nova, Cecília, há apenas… 15 meses, enquanto a mais velha, Charlotte, de 8 anos, já acompanha a mãe no torneio londrino, onde Maria conseguiu neste dia a maior vitória da sua carreira.


A longevidade e proeza de Maria é tanto maior por apenas as manas Williams, Venus e Serena, e outras lendas da modalidade como Martina Navratilova, Chris Evert e Billie Jean King terem, antes, chegado às meias-finais de um dos quatro torneios do Grand Slam (Open da Austrália, Roland Garros, Wimbledon e Open dos EUA).


«É um sonho tornado realidade, e ainda bem que tenho as minhas ‘pequenas’ comigo para poder celebrar. E pensar que há pouco mais de um ano estava a dar à luz, nunca pensei que isto fosse possível», afirmou no final aos jornalistas a alemã, que até aqui, e à inesquecível vitória no Court N.º 1 de Wimbledon obtida neste dia, nunca passara de uma terceira ronda num dos quatro maiores torneios da temporada.


Tatjana irá agora defrontar nas meias-finais da prova de singulares femininos a tunisina Ons Jabeur, de 27 anos, segunda da hierarquia mundial.


«O que sei é que estou nas meias-finais de Wimbledon tendo sido mãe há pouco tempo. É uma sensação incrível, quase nem acredito. Mas vou manter as rotinas o mais normal possível, pois é isso que me dá orgulho: ser mãe, e as minhas filhas», afirmou uma germânica eufórica com a proeza.


A odisseia de Tatjana Maria é tanto mais digna de registo por quatro das suas cinco vitórias terem sido conseguidas apenas no terceiro ‘set’, tendo salvo ‘match-points’ diante de Jelena Ostapenko, na 4.ª ronda.


«Sou uma lutadora e vou continuar a sonhar. É este tipo de coisas que quero deixar para memória das minhas filhas», disse Maria, que cometeu 34 erros não forçados durante o encontro, para 49 da rival. Teve direito a uma ovação de pé dos fãs em Wimbledon quando selou a vitória ao segundo ponto de encontro de que dispôs, no terceiro ‘set’.


«Estou feliz por o ter conseguido, depois de estar a perder 2-4 no terceiro ‘sete’. Continuei sempre a lutar, ponto a ponto, e valeu a pena», afirmou Maria sobre este verdadeiro ‘conto de fadas’ presenciado pelo seu treinador… e marido, Charles.

Tatjana venceu apenas a segunda prova da sua carreira no circuito WTA em Bogotá (Colômbia) em abril, e nem lhe falem onde vai parar em Wimbledon.


«Para já, quero continuar a levar a Charlotte [filha] diariamente para os treinos, às 8.30 horas, é o meu talismã. E já percebeu que aconteceu algo especial com a ‘mamã’. Correu para mim de braços abertos, orgulhosa», concluiu Tatjana Maria.

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