Cicinho diz-se arrependido: «Treinei bêbado no Real Madrid»

Brasil 19.06.2022 11:17
Por Redação

O brasileiro Cicinho, antigo lateral direito, de 41 anos, que representou o Real Madrid entre janeiro de 2006 e agosto de 2007, onde jogou com Ronaldo, Zidane, Beckham, Figo ou Roberto Carlos, fez uma confissão chocante no último episódio da série Ressaca da EPTV.
 

«Se me perguntarem se já fui treinar bêbado no Real Madrid, já. Bebia café para tirar o bafo e banho de perfume. Na minha profissão era fácil. Não precisava de dinheiro para a bebida, as pessoas tinham o prazer de me oferecer», contou.


Esta não é a primeira vez que o antigo jogador falou sobre os problemas de alcoolismo e recordou como começou o vício: «Aos 13 anos, quando provei pela primeira vez, nunca mais parei. Morava no interior e aos fins de semana reuníamos os amigos e costumávamos sair para as praças, discotecas. Havia um bar ali perto, e eu por ser menor tentava esconder-me, pedia aos adultos para irem comprar e bebia às escondidas dos meus pais e da polícia.»


Cicinho destacou-se no Botafogo, em 1999, transferiu-se para o Atlético Mineiro, antes de se tornar a estrela do São Paulo, por quem venceu a Libertadores e o Mundial em 2005, como consequência foi para o Real Madrid, foi chamado à seleção brasileiro para o Mundial de Alemanha, em 2006, mas, num ápice chegou ao fundo do poço. Quando sofreu uma segunda lesão grave num joelho (rotura de ligamentos) agravou a dependência do álcool, quando já jogava na Roma.

«Fazia trabalho de fisioterapia, voltava para casa por volta as 14-14.30 horas e só parava de beber às quatro da manhã. Chegava embriagado à Roma e os dirigentes viam, isso fez com que caísse em descrédito», recordou.


O internacional brasileiro confessou-se arrependido: «O álcool cerca-te das pessoas que gostam desse estilo de vida e as pessoas que te amam verdadeiramente são excluídas. Quando te encostam à parede, a dizer que isso não está certo, não queres ouvir. Tenho um filho de 15 anos e estou sempre a pedir-lhe desculpa. Na altura ele tinha dois anos e nem percebia bem, mas na minha cabeça isso ficou gravado.»
 

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