Mbappé justifica renovação: «A minha história aqui não terminou»

Paris Saint-Germain 23-05-2022 14:24
Por Redação

Sala cheia em Paris para a conferência de renovação de contrato de Kylian Mbappé com o Paris Saint-Germain. Em conferência, o avançado e o presidente Nasser Al-Khelaifi justificaram a opção do jogador, que parecia ter tudo acertado para seguir para o Real Madrid. Acabou por renovar até 2025.

 

O jogador, que já tinha falado nas redes sociais, justificou então de viva voz a sua escolha de ficar e foi depois ao exterior do estádio saudar os adeptos.

 

Últimas semanas foram complicadas? «A vantagem foi ter uma época e objetivos para cumprir, deu para ganhar o título. Foi uma decisão difícil, mas sempre me refugiei no meu futebol. Quis fazer a minha escolha, nenhum problema com a pressão, tenho-a desde os 14 anos.»

 

O presidente falou sobre a alegada concessão ao jogador de mais poder de decisão com decisões a nível da gestão desportiva, sendo conhecida a saída do diretor desportivo, Leonardo. Luís Campos deverá entrar nos próximos dias. «Vou ser honesto. Só falámos de futebol, o que gosto nele é o futebol, falar de desporto.  Queremos ganhar, ganhar mais, a Champions, claro. E o que ele quer é ganhar», disse, com Mbappé a falar também: «Se posso interromper, sou jogador de futebol, estou num coletivo mesmo havendo estatutos. Todos conhecem a minha paixão pelo futebol mas não irei para lá da minha função de jogador.»

 

Porque voltou atrás: «Todos sabem que no ano passado queria sair, pensava que era a melhor decisão. Hoje o contexto é diferente e é uma decisão desportiva e privada. Este ano seria um jogador livre, mas sei da minha importância no País. É um País onde quero crescer e acabar, é aqui que vou viver quando me retirar. Se saísse do País não seria pela porta pequena, porque sei que sou um grande jogador, mas o projeto mudou e a minha história aqui não terminou, tenho bons capítulos ainda a escrever aqui.»

 

 

Importância de Neymar e Messi na escolha: «O PSG e Real Madrid são clubes que não precisam de convencer os jogadores, são dois grandes clubes. É certo que jogar com grandes jogadores foi o que sempre quis - foi um ano difícil, Messi chegou e Neymar esteve muito tempo lesionado, nada a provar a qualidade deles. Mas sempre me disseram que respeitariam a minha decisão.»

 

Pediu mais responsabilidades há dois anos: quais são? Quer ser capitão? «Sempre disse que foi um erro dizer que queria mais responsabilidades. Agora sou mais maduro e a responsabilidade será no terreno, creio que já consegui o respeito de colegas e adversários. Capitão? Já temos um [Marquinhos], é um jogador importante, não quero cortar-lhe a cabeça, ele merece. Não é prioridade por mim, não preciso da braçadeira para dar o meu exemplo.»

 

Contrato/direitos de imagem: «Para ser honesto, falámos durante meses do direitos desportivos, durante horas dos direitos de imagem e de dinheiro alguns minutos. Foi cinco minutos, muito rápido. O futebol mudou, vocês sabem.  Quero gerir a minha carreira como eu quero. Não quero revolucionar o futebol, não é a minha luta, há apenas um pequeno problema com os direitos de imagem na seleção, mas isso vai resolver-se rápido.»

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