Apreciação aos encarnados no dérbi: O pé certeiro de Pizzi e a mão de Vlachodimos

Benfica 04-12-2021 12:48
Por Rogério Azevedo

A BOLA apresenta-lhe a pontuação dos jogadores do Benfica no dérbi com o Sporting. Quase tudo entre o medíocre e o péssimo, sobretudo junto às duas balizas. Erros a defender e a atacar a zona de Adán. Salvou-se o brilhante golo do número 21 e a defesa do 99 da Luz


Vlachodimos - 6

Começou por ver o cometa de Sarabia entrar, mais tarde evitou que o cometa de Pedro Gonçalves entrasse, desviando com a ponta dos dedos. Sem hipótese no chapéu de Paulinho e no tiro de Matheus Nunes.


André Almeida - 3

Quem regressou há pouco tempo de lesão tão grave dificilmente poderia fazer mais e melhor. Pouco ritmo, escassa velocidade, posicionamentos medíocres.


Otamendi - 5

Dois grandes cortes a evitar remates de Paulinho e, antes e depois, acabou apanhado pela avalancha leonina.


Vertonghen- 4

Não é o Vertonghen que apaixonou os adeptos do Tottenham e os fãs da seleção da Bélgica, nem sequer o central dos melhores jogos de águia ao peito. Apanhado muitas vezes em contra-pé, não teve velocidade para se opor aos adversários e até a sair com bola cometeu erros.


Lázaro - 3

Medíocre a defender, medíocre a atacar, passou ao lado do jogo. Ou antes: ao lado de meio jogo.


Weigl - 4

É estranho ver um avançado a marcar um médio, mas foi isso que aconteceu: Paulinho a marcar Weigl, alemão quase sem bola para construir. Quando a teve, soube abrir à esquerda e à direita, mas teve pouca. E Weigl sem bola é como uma piscina sem água.


João Mário - 4

Outro jogador que, sem bola, perde 80% de rendimento. Sofreu três entradas durinhas a abrir e, por consequência ou não, andou longe do rendimento habitual. Pareceu, a espaços, que poderia criar perigo, mas nada passou disso: poderia.


Grimaldo - 4

Imensas dificuldades para enfrentar Porro, sempre em esforço. Melhorou um pouco no final da primeira parte, mas depois, perante a maior intensidade adversária, não se recolocou ao nível habitual.


Rafa - 6

Sem velocidade, intensidade e capacidade desequilibradora até à hora de jogo. Apenas dois remates perigosos, primeiro rematando por cima, depois desviando para a barra. Mesmo assim, com fogachos, esteve em alguns dos momentos mais perigosos da águia.


Darwin - 4

Misturou lances interessantes com outros que pareceram saídos dos pés de um principiante. Desvio de cabeça à quina direita da baliza de Adán e passe para remate de João Mário. Só.


Everton - 4

Entrou de forma mediana, saltou para o medíocre e, quando subiu para a lateral direita, rondou o péssimo.  


Yaremchuk - 6

Bons cruzamentos para alguns momentos de maior perigo do Benfica.


Pizzi - 6

Talvez só um bom psicólogo consiga explicar a relação entre Pizzi e os adeptos do Benfica. Talvez só um bom psiquiatra consiga explicar por que joga tão pouco neste Benfica. A verdade é que, sempre que ele entra, o Benfica melhora. Não é mágico? Não. Não tem rendimento constante? Não. Defende mal? Sim. Assobiem que ele gosta, assobiem que ele marca. Só o seu pé direito foi ontem certeiro.

Taarabt - 3

Pouco tempo, nenhum momento a criar superioridade.


Gilberto - 3

Minutinhos em campo para exibição também no diminutivo: sem raça.


Gonçalo Ramos -

Quatro ou cinco minutinhos dá para quê? Para nada, claro.

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