«Paulinho é forte no sótão: do pescoço para cima»

Sporting 26-10-2021 10:16
Por Mário Rui Ventura

São apenas três golos em 13 jogos, sempre a titular, e duas assistências, precisamente em dois dos três jogos em que fez o gosto ao pé: Vizela, na 1.ª jornada (3-0), e Besiktas, na última ronda da Liga dos Campeões (4-1). Ao todo, Paulinho já colecionou 24 ocasiões de golo, converteu apenas três e, diante do Moreirense, deixou por demais evidente a frustração quando foi substituído, apesar dos aplausos dos adeptos.


«Tem de fazer mais golos, trabalhar. Cada vez que tem a baliza à frente no treino, tem de rematar. Obviamente que é um problema para nós porque podemos resolver mais cedo. Obviamente que o apoio do público é um momento bom, mas acho que não muda nada. Não interessa se lhe batem palmas, ele vai continuar a trabalhar», afirmou Rúben Amorim no final do jogo.


Do treinador responsável pela contratação de Paulinho para o Sporting até... ao treinador responsável pela estreia de Paulinho como sénior. A BOLA falou com Alberto Silva, atual coordenador de scouting do Gil Vicente, que apostou no então júnior Paulinho nos seniores do Santa Maria, antes de o levar para Barcelos.


«Já tinha as características que tem hoje. É um excelente miúdo e merece tudo o que lhe tem acontecido de bom na carreira, desde o Sporting à Seleção Nacional», recorda Alberto Silva, destacando uma das características que, para si, fazem de Paulinho um jogador diferenciado e que, defende, irá fazer com que o avançado ultrapasse este arranque menos positivo.


«Tem uma força psicológica tremenda. É aquilo que eu chamo de um miúdo de família, ou seja, bem formado, com as ideias no sítio, sempre muito responsável e ciente do que vale e do que tem de fazer. Estou farto de dizer isto e repito, o Paulinho é forte no sótão: do pescoço para cima. Ou seja, é mesmo muito forte a nível psicológico, com enorme caráter.»

 

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