«Se Messi tiver de fazer 350 mil quilómetros e Cristiano Ronaldo 50 mil…»

FIFA 16-10-2021 13:47
Por Redação

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, está em «digressão» pela América do Sul onde vai promover a ideia do Mundial realizado de dois em dois anos.

 

«O dever da FIFA é fazer com que o futebol chegue a todo o mundo, seja verdadeiramente global. Para que tal aconteça temos de ver como podemos melhorar o futebol de seleções e não há nada que se aproxime de um Mundial», disse em Caracas, na Venezuela.

 

«Todos os países que fazem parte da FIFA têm o direito de sonhar, mas os países não podem sonhar para sempre, devem acreditar que é possível. Falando direto: quais são as possibilidades reais de a Venezuela participar num Mundial?», desafiou, sendo que o país nunca foi a um por não ter conseguido passar a complicada qualificação sul-americana – neste momento é último entre 10 países, sendo que passam apenas 4 diretamente.

 

 A organização mais regular dos Mundiais bem como o aumento, já a partir de 2026 (EUA, Mécxico e Canadá) de 32 para 48 equipas dá, segundo Infantino, mais condições para sonhar.

 

«Reformular o calendário é possível. Há muitas vantagens, porque damos possibilidades a mais países de participar. Quando, há cem anos, se decidiu que os Mundiais seriam de 4 em 4 anos, a FIFA tinha 40 associados. É tempo de avaliar esta questão, todos sairão a ganhar», disse, deixando entender que uma decisão deverá ser tomada no final deste ano.

 

Infantino admitiu também alterações no formato das qualificações para que o sul-americanos, por exemplo, não tenham que fazer tantas viagens: «Sabemos que as viagens, as diferenças horárias e as mudanças de clima afetam a saúde dos jogadores. Se Messi tiver de fazer 350 mil quilómetros para se qualificar e Cristiano Ronaldo 50 mil… É normal que os sul-americanos fiquem um pouco mais cansados que os europeus.»  

 

O presidente da FIFA, que se encontrou com o presidente Nicolas Maduro, recusou que o Mundial se banalize por se realizar mais vezes. «O prestígio de uma competição não depende da sua frequência, senão seria só de 40 em 40 anos. Depende da qualidade da prova», disse.

 

Ler Mais
Comentários (17)

Últimas Notícias