A maquilhagem que explica as trocas entre FC Porto e V. Guimarães

FC Porto 23-09-2021 08:48
Por Paulo Pinto

A troca de jogadores realizada entre V. Guimarães e FC Porto no valor de 15 milhões de euros - Francisco Ribeiro e Rafael Pereira rumaram ao Minho, Romain Correia e João Mendes no sentido inverso - teve o objetivo concreto de melhorar substancialmente o exercício de ambas as Sociedades Desportivas face ao atual contexto de pandemia.

Este expediente, usado com frequência em Itália, não em transações definitivas, mas sim em empréstimos, ajuda os clubes a conseguir tapar buracos financeiros, uma vez que são valores de transferências que entram em termos contabilísticos e permitem equilibrar as débeis finanças dos clubes.
 

Como é sabido, e especialmente no que concerne ao FC Porto, os azuis e brancos estão sob o escrutínio do fair play financeiro da UEFA e não podem falhar nas metas traçadas. Acontece que o organismo deu folga aos dragões face ao aparecimento do Covid-19, mas ainda assim é necessário equilibrar os pratos da balança e os responsáveis financeiros das SAD socorrem-se de todas as operações possíveis para não entrarem em incumprimento, uma vez que há clubes cotados em bolsa.
 

Nessa conformidade, o negócio entre vitorianos e portistas, visto por muitos com algum ceticismo, foi realizado com o firme propósito de compor os resultados, numa operação que nada tem de ilegal, apurou A BOLA junto de fonte do processo.

 

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