A cidade onde não se ganha, mas se pode perder a Volta

Ciclismo 30-07-2021 10:35
Por Fernando Emílio

A cinco dias do arranque da 82.ª edição da Volta a Portugal, em Lisboa, na cidade de Tavira respira-se ciclismo e confiança para a prova. Ainda que as dificuldades do traçado, a incluir prólogo e 10 etapas, deem que pensar. «Embora as chegadas sejam sobejamente conhecidas, o seu alinhamento é diferente dos últimos anos. Começando pela etapa de Setúbal [a 1.ª, a 5 de agosto], onde não se ganha, mas se pode perder a Volta a Portugal. Além das dificuldades na subida à Torre, a etapa da Guarda também será muito complicada, com uma subida quase desconhecida em Videmonte, a que se junta Montalegre, Senhora da Graça e o contrarrelógio em Viseu. E não se podem desvalorizar as outras etapas», lembra o diretor desportivo dos algarvios, Vidal Fitas, com a constituição da equipa perfeitamente definida.

 

A equipa que chegará na segunda-feira a Setúbal, onde se manterá até à partida da Ponte de Sor, no dia 6, será formada por Gustavo Veloso, Alejandro Marque, Alexander Grigoryev, Álvaro Trueba, Emanuel Duarte, David Livramento e Samuel Blanco, encontrando-se de reserva Rafael Lourenço. «Vamos tentar lutar pelos primeiros lugares com Gustavo Veloso, que nos oferece todas as garantias e que pela sua experiência se encontra por mérito próprio entre os candidatos. O mesmo poderemos dizer de Alejandro Marque, em condições de responder às exigências da equipa. Mas serão sempre a estrada e as situações de corrida a selecionar os melhores», diz Vidal Fitas, elegendo a W52-FC Porto e a Efapel para as despesas maiores. «Ambas as equipas já demonstraram ser as mais fortes e pertence-lhes a responsabilidade de assumir a corrida.»

 

Quais serão, então, as ambições dos tavirenses para a prova? «Vamos lutar pelo melhor resultado possível. Conhecendo as equipas e o percurso, o nosso objetivo passa por colocar um ciclista nos primeiros dez, de olhos nos cinco primeiros lugares. Embora não possua elementos sobre as equipas estrangeiras, dificilmente alguma delas irá ter possibilidades de estar na discussão dos primeiros lugares, como tem sido habitual nos últimos anos», tranquiliza-se.
 

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