«Habituámo-nos a ser ambiciosos nesta casa»

E. Amadora 12:30
Por Rafael Batista Reis

Após o primeiro ano nos campeonatos nacionais deu-se a subida às ligas profissionais. Um cenário que nem o mais otimista dos adeptos do histórico emblema da Reboleira imaginaria. Um dos obreiros é Rui Santos, treinador que abriu o livro a A BOLA ainda antes de eliminar o promovido Vizela na 1.ª fase da Taça da Liga. 
 

A época de regresso do Estrela acabou por ser histórica dado ter sido desde logo alcançada a subida à Liga 2. Quando o presidente da SAD, André Geraldes, discursou na receção na Câmara Municipal da Amadora, admitiu que a expectativa inicial seria até mais a participação na Liga 3 que a própria Liga 2, dado este ser um ano inicial. A sua visão era a mesma? Os objetivos foram excedidos?


- Bem, o clube no início foi refazendo os seus objetivos. Enquanto os outros clubes já tinham plantéis construídos, nós ainda fazíamos Assembleias de fusão de clubes e a preparar o renascimento do Estrela, portanto começámos muito mais tarde que os outros, ainda assim conseguimos montar uma equipa com o mérito de toda a gente, uma equipa jovem mas competente, competitiva, e depois fomos começando a perceber ao longo do campeonato que o primeiro objetivo era ficar nos cinco primeiros e conseguirmos o acesso a disputarmos a subida à Liga 3 e isso foi conseguido muito cedo. Fomos campeões da Série G com quatro pontos de avanço sobre o Sporting B, mas ficámos com 15 pontos de avanço sobre o 3.º classificado… portanto, esse primeiro objetivo foi facilmente e rapidamente atingido. Depois, apesar de termos um adversário como o Sporting B e o poderio e capacidade que o Sporting tem, pensávamos que poderíamos ter condições para lutarmos ombro a ombro até ao fim. Houve aqui naturalmente um jogo que foi decisivo quando jogámos em casa com o Sporting B, tínhamos um ponto de avanço nessa altura e com essa vitória ficámos com quatro, faltando três jogos. Aí ficou claramente em aberto a hipótese de sermos campeões de série e de subirmos à Liga 3. Depois, sabíamos que íamos apanhar um grupo muito difícil, com os campeões da Zona Sul, Torreense, UD Leiria e V. Setúbal, equipas muito fortes, mas nesta casa este grupo de trabalho e de jogadores habituámo-nos a ser ambiciosos.

 

Leia a entrevista completa na edição digital ou na edição impressa de A BOLA.

 

Ler Mais
Comentários (0)

Últimas Notícias

Mundos