Fernando Santos avisa: «Não tenho medo nenhum da Alemanha»

Portugal 18-06-2021 15:40
Por Redação

Fernando Santos foi questionado, durante a conferência de imprensa de antevisão ao jogo de amanhã com a Alemanha, se Portugal já não era, nesta fase, mais favorito do que o conjunto germânico. O selecionador nacional respondeu de pronto.

 

«Passamos muito rapidamente do oito ao 80. A seleção portuguesa passou a ser respeitada. Já era forte antes, mas havia quatro ou cinco seleções que, apesar de terem muita consideração por Portugal e pelos jogadores, acreditavam sempre que eram mais fortes e iam ganhar. Hoje, respeitam-nos mais, não têm tantas certezas. Esta equipa alemã é fantástica, muito coletiva e dominadora, mas sabe que vai ter pela frente uma grande equipa. Não tenho medo nenhum da Alemanha, mas daí a acharmos que Portugal é favorito a jogar na Alemanha contra a Alemanha é abusivo, e se o fizéssemos estaríamos muito perto de nem sequer empatar o jogo.»

 

O treinador sublinhou que Portugal foi «muito forte diante da Hungria», mas que «é sempre possível melhorar». E isso significa que a Seleção tem de ser capaz «de defender bem, pressionar alto, ter bola e criar oportunidades». Fernando Santos falou várias vezes na necessidade «de ter bola, e tê-la no meio-campo da Alemanha, não a perdendo com facilidade». E acrescentou: «No jogo com a França, a Alemanha teve bola e empurrou para perto da sua baliza a França, que depois utilizou o contra-ataque para chegar à baliza contrária, tendo chegado à vitória com um autogolo. A França defendeu em bloco baixo sobretudo na segunda parte e controlou muito bem os alemães, ao retirar todo o espaço da profundidade. A Alemanha costuma trocar muito bem a bola, com jogadores como Kroos, Gundogan e Kimmich, que depois tentam surpreender e aproveitar a velocidade dos homens da frente... Temos de estar atentos a isso.»

 

O responsável reconheceu que não se podem comparar Hungria e Alemanha. «Desde logo pelo sistema. A Hungria joga em 5x3x2, enquanto a Alemanha tem jogado em 3x4x3. É completamente diferente. Além disso, a qualidade individual não tem nada a ver. É uma grande equipa, tal como Portugal, que vai tentar colocar em campo todas as suas qualidades, ou seja, ser uma equipa capaz sem bola e capaz de com ela criar oportunidades, fazer golos e ganhar», atirou.

 

A questão da presença de público foi mais uma vez levantada, sobretudo como inspiração para Cristiano Ronaldo, mas aqui, tal como em perguntas sobre Raphael Guerreiro, Renato Sanches e Rúben Dias, Fernando Santos preferiu focar no coletivo. «Espero que os adeptos motivem a equipa e não só o Ronaldo, porque, apesar de termos muito orgulho em tê-lo connosco, não ganha sozinho», disse sobre o capitão, antes de falar do central do Manchester City, que fez uma época extraordinária em Inglaterra: «Sim, tem-se saído lindamente, tal como saiu no Benfica, na Seleção, na final da Liga das Nações. Todos se estão aqui é porque têm qualidade, mas interessa-me falar do coletivo e não do individual.»

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