Tiago Fernandes: «Portugal é complicado para os treinadores»

Futebol 09:34
Por Rui Baioneta

O jovem técnico, de 39 anos, lembra como tudo começou e os dias em que bombardeava o agora ‘Special One’ com perguntas sobre futebol. Queria saber tudo e o pai, Manuel Fernandes, chamava-lhe chato. Com ele, porém, aprendeu tudo sobre o balneário, onde privou com algumas das maiores estrelas do Sporting. Nesta ‘viagem’, Tiago Fernandes fala de tudo. Mas comecemos pelo fim… 

 

Como é que têm sido estes dias sem clube? De descanso ou continua a trabalhar… longe do banco?

 

«Mesmo que não estejamos a trabalhar diretamente, passamos praticamente o dia a fazê-lo, pois continuo a ver jogos, principalmente em Portugal, ver plantéis, observar jogadores, conversar com alguns treinadores, partilhar ideias. E passo também mais tempo com a minha mulher e as minhas filhas, pois a nossa vida de treinador tira algum tempo com a família», disse Tiago Fernandes em entrevista a A BOLA.

 

- Isto, depois de três experiências menos positivas no Chaves, Estoril e Leixões, respetivamente. Já percebeu o que correu mal?

 

«Sim… Faço um balanço em todas as experiências e em todos os clubes sobre o que podia ter feito melhor e vou crescendo com os erros. Mas sinto que Portugal é complicado para os treinadores, muitas vezes não há paciência para esperar, querem resultados imediatos.»

 

 - Foi assim em Chaves?

 

«Em Chaves senti pena, principalmente porque saí numa altura em que estava bem no Sporting para abraçar um projeto num clube que eu também gostava, pois é um histórico, com pessoas sérias à frente, e fizemos 14 pontos em 13 jogos. Penso que é uma média muito boa, para quem tinha jogado com Benfica, FC Porto e SC Braga, mas depois as vendas do Eustáquio e do Marcão, jogadores muito importantes na equipa… Não saí por perder, mas sim porque empatei em três jogos, com Santa Clara, Boavista e Rio Ave, três equipas com bons resultados e estabilidade na Liga. Mas tínhamos possibilidade de nos manter, a equipa estava com um espírito competitivo muito bom. Sinto que se fosse hoje não teria saído, mas pronto…»

 

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