Call of Duty: Black Ops Cold War – um ponto a favor da PlayStation 5

Jogos 15-11-2020 23:46
Por Nuno Perestrelo

Não é o mesmo que esperar que rebente uma bomba-relógio, mas o tempo de espera até começarem a chegar a casa dos portugueses as primeiras consolas PlayStation 5 é passado com ansiedade por todos aqueles que fizeram a pré-reserva do ‘brinquedo’ mais desejado do momento.

 

Pois bem, n’A BOLA já tivemos a oportunidade de experimentar a nova consola da Sony – em breve publicaremos as primeiras impressões – e a felicidade (pode-se dizer assim) de nela correr – para efeitos de avaliação - alguns dos títulos que estão já disponíveis no mercado. Call of Duty: Black Ops Cold War foi o mais recente e ao fim de algumas horas de jogo há que fazer um balanço muito positivo.

 

 

COD: Cold War é, na essência, fiel a todos os títulos da série e apesar de na nova geração apresentar gráficos (luzes, sombras, detalhe…) mais impressionantes que alguma vez, continua a ser um jogo-filme de ação, sobretudo na campanha de single-player. E, no entanto, não é preciso jogar mais do que alguns minutos para perceber que há, ali, algo de muito especial na experiência de jogo. O quê? Não sendo a história, nem os gráficos (que são bons, já se disse), acaba por ser a experiência em si. Sim… a forma como se sente o jogo.

 

E o verbo sentir é aqui utilizada em sentido literal, porque COD: BOCW é um excelente cartão de visita para a PlayStation 5, na justa medida em que nos deixa perceber o caminho que o novo ‘monstro’ da Sony vai seguir no mundo dos videojogos.

 

 

Nos próximos anos, tudo vai girar (no universo da PlayStation) em torno do DualSense, o novo comando que, prometeram-nos, daria uma experiência imersiva de jogo. E se bem prometeram, melhor cumpriram. O novo Call Of Duty tira partido das funcionalidades anunciadas e aumenta a tensão de uma batalha até níveis nunca antes sentidos numa consola. Como o faz? Fazendo com que a sensação de utilizar cada uma das armas disponíveis seja diferente. Da força para pressionar o gatilho, à vibração do comando consoante a cadência (e potência) de disparo de cada arma, tudo foi trabalhado pela Activision para irar partido do DualSense.

 

E se o resultado impressiona, mais ainda devemos esperar, sobretudo se tivermos em conta que Call Of Duty: Black Ops Cold War é apenas um dos primeiros títulos a tirar partido das potencialidades inovadoras.

 

 

 GUERRA FRIA

 

Para quem cresceu nos anos 1980, Guerra Fria sempre pareceu um nome distante do receio que cada um de nós sentia de acordar com um míssil a atingir a nossa cidade – mais ainda porque na altura não havia acesso a informação como hoje. A verdade é que a Guerra Fria teve vários momentos bem quentes, ao colocar frente a frente os interesses político-económicos e o poderio bélico da Nato e do Pacto de Varsóvia, ou simplificando EUA e União Soviética, mais os respetivos aliados.

 

É para este cenário que Call Of Duty: Black Ops Cold War tenta transportar-nos. Consegue-o desde logo com o vídeo inicial, bem datado, e com uma primeira missão secreta carregada de adrenalina, na qual temos por missão capturar um alvo, algo para que teremos de disparar vários tiros, visitar diferentes cenários e, ainda, conduzir um interrogatório – tendo, no final, de tomar decisões que, como outras, vão afetar o final da história no modo campanha.

 

 

 

Mais do que falar da história, importa dizer como o jogo responde às expetativas. A nível gráfico e sonoro está ao nível do melhor que vimos – a que não será alheio o facto de termos jogado numa PlayStation 5 cedida para o efeito pela Sony. O ponto forte, no entanto, acaba mesmo por ser a utilização de armamento pesado (não, o jogo  nao desrespeita as armas existentes à época da ação). Por outras palavras, e como já referido, o novo comando Dual Sense.

 

Dito isto, há que reconhecer que o efeito novidade da história não altera substancialmente experiências anteriores com jogos da série e, mesmo com boas dinâmicas, também acaba por não responder a algumas das questões que são levantadas.

 

Claro que a essência de um First Person Shooter é mesmo colecionar tiros certeiros e acabar com todos os inimigos que se mexem e, nesse sentido, Call Of Duty: Black Ops Cold War – que bateu recordes de vendas no primeiro dia (sexta-feira 13!)  - cumpre aquilo a que se propõe.

 

 

ZOMBIES E ONLINE

 

Nos dias que correm – longe da Guerra Fria – há duas fórmulas de sucesso que vão sendo aplicadas com sucesso: o online, que é cada vez mais parte da nossa vida e que nos jogos permite disputar partidas intensas contra humanos de todo o planeta; e os zombies, que são uma mais valia para os gamers que gostam de matar-mortos-vivos (passe a expressão).

 

O novo Call of Duty apresenta-se como jogo cross-play – ou seja, joga-se em todas as plataformas – e mantém um desempenho incrível, com fluidez gráfica e combates épicos.

 

 

Os zombies, por seu lado, estão também de regresso para gáudio dos fãs – os jogadores de PlayStation terão ainda acesso ao modo Onslaught, no qual duas pessoas enfrentarão, em conjunto, hordas de zombies.

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