Futre sobre Félix: dos jogos estratosféricos à má-fé

Espanha 22-09-2020 13:08
Por Redação

Paulo Futre, nome indissociável da história do Atlético Madrid, considera que os colchoneros não devem arrepender-se do avultado investimento efetuado na contratação de João Félix ao Benfica.

 

No artigo de opinião que assina no diário catalão Mundo Deportivo, o antigo internacional português passa em revista a temporada de estreia do jovem avançado ao serviço do clube da capital espanhola.

 

Félix começou por encantar nos jogos de pré-época com Real Madrid e Juventus. «Muitos dos que me questionaram sobre o valor da contratação, passado uns dias escreviam ‘João Félix saiu barato’», recorda Futre, sublinhando que os elogios ao jovem craque «continuaram a crescer depois daquele jogo estratosférico contra o Getafe, na sua estreia oficial.»

 

Depois, o percurso da equipa comandada por Diego Simeone começou a pautar-se pela irregularidade, ao mesmo tempo que João Félix começou a ser atormentado por problemas físicos, que «o impediram de ter a regularidade de que precisava»: «Até esse momento todos os títulos eram ‘génio, craque, estrela’».

 

Em janeiro, o Atlético caiu na Taça do Rei aos pés do Deportiva y Cultural Leonesa, equipa da 2.ª Divisão B. Na primeira parte, recorda Paulo Futre, Félix «fez quatro assistências de génio aos seus companheiros, que ficaram isolados frente ao guarda-redes, mas só acertaram uma delas e desperdiçaram as restantes.»

 

«Quatro ocasiões claríssimas fruto de um grande talento», enaltece, lamentando o que leu no dia seguinte: ‘João Félix escondeu-se do jogo’. «Escrever isto só de má-fé, não há outra explicação», acredita.

 

Em Lisboa, nos quartos de final da Liga dos Campeões, derrota por 1-2 com o Leipzig colocou um ponto final no sonho colchonero. Félix, de penálti, apontou o único golo da equipa de Madrid em Alvalade.

 

«Caímos contra o Leipzig apesar de uma grande atuação do menino que entrou na segunda parte», salienta Futre, assinalando: «Curiosamente, muitos dos que criticaram João Félix na passada temporada, voltaram a elevá-lo à estratosfera depois da sua magia contra os alemães.»

 

«Sendo objetivos, apesar de tudo, Félix foi o segundo melhor marcador da equipa e superou os registos do argentino Sergio Kun Aguero na sua primeira temporada. Desejo de coração que esta época as lesões o respeitem e ele possa ter a continuidade que o talento dele precisa», remata.

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