Atingido pelo azar, recuperação de Zaniolo «não será apressada»

Roma 14-09-2020 17:23
Por Redação

O médico da Roma explicou esta segunda-feira o processo de recuperação de Nicoló Zaniolo. O médio de 21 anos foi operado domingo na Áustria aos ligamentos cruzados do joelho esquerdo, depois de se ter lesionado ao serviço da seleção italiana, na partida com os Países Baixos (1-0), em partida da Liga das Nações, na passada segunda-feira.

Atingido pelo azar, o jogador de Paulo Fonseca tinha já em janeiro sido operado ao mesmo problema no joelho direito e estava ainda a fazer o regresso.

 

Zaniolo vai entrar em fase de reabilitação, explicou o médico Federico Manara. «Já anda com a ajuda de muletas. Se progredir de acordo com o que estamos a ver, o jogador voltará à Itália na sexta-feira e iniciará seu programa de recuperação. Quanto ao tempo de recuperação este costuma ser standard, mas deve ficar absolutamente claro que cada atleta deve seguir o seu próprio processo. Sendo assim, não haverá nenhuma pressão sobre o jogador, especialmente porque ele está ansioso para voltar», explicou, sendo que para já a prioridade é curar a região da lesão, depois coordenação e tónus muscular, depois trabalho no relvado e treino com os companheiros. Perante todo este processo, o jogador só deverá estar disponível em março do próximo ano.

 

Manara recusa que o processo de recuperação da primeira lesão tenha sido apressado. «Claro que não. Em julho, o jogador completou uma série de testes e avaliações que confirmaram que estava pronto para retomar a atividade desportiva. Além disso, antes de ir para a seleção, fizemos mais testes no início desta temporada que mostraram grande saúde do jogador - e em ambas as pernas, onde não havia indícios de desequilíbrio muscular», explicou.

 

O médico sublinhou que não há evidências de ligação entre as duas lesões: «Não há relação com a cirurgia realizada no outro joelho, por isso não se pode considerá-la de forma alguma uma recaída. No entanto, existem alguns estudos científicos, com foco em atletas da mesma idade de Nicolò, que mostraram uma elevada possibilidade de sofrer a mesma lesão no outro joelho.»

 

Com uma época atípica a começar e que vai ter grande concentração de jogos, Federico Manara admite preocupação:  «Não posso negar que existem algumas preocupações sobre um calendário tão intenso e comprimido em comparação com o normal, que terá atletas a jogar a cada três dias quase daqui até maio. Além disso, temos muitos jogadores que vão estar envolvidos nas suas seleções, com um Campeonato da Europa também no final de uma agenda tão cheia. Estamos a tentar colocar um calendário que normalmente levaria 12 meses em apenas 10. E está claro que, ao reduzir os tempos de recuperação e a quantidade de treinos entre os jogos, aumenta-se o risco de lesões.»

 

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