Artur e a contratação de Bruno pelo Rio Branco: «Ser humano colhe o que planta»

Brasil 05-08-2020 23:45
Por Pedro Cadima

Artur, avançado que se notabilizou no futebol português ao serviço de Boavista e FC Porto, arrecadando três títulos nacionais pelos dragões, acompanha a par e passo a polémica que rebentou no Acre e no Rio Branco, clube no qual se revelou para o futebol. 

 

A contratação do guarda-redes Bruno, preso em 2010, por homicídio da amante Eliza Samúdio, resvalou para um debate em praça pública com inúmeras críticas à alegada jogada de marketing da direção do clube. As mulheres têm dado corpo à indignação, manifestando-se frequentemente em frente ao estádio do Rio Branco. Artur, atualmente a treinar o Castanhal, compreende o incómodo gerado na sociedade e na sua região em particular. 

 

«Todo o mundo ficou surpreso, Bruno já tinha tentado entrar em alguns clubes. Está havendo uma forte manifestação popular contra a contratação. Ele está a ter muitas dificuldades para poder treinar, para poder representar o Rio Branco, que até é dirigido pelo português João Mota. O ser humano responde pelos seus atos. Todos os atos e atitudes vão ter uma consequência. Ele está pagando um preço por isso. Teve o seu envolvimento numa fatalidade muito grande, esse é um peso que ele vai ter de carregar. Recebe acusações de todo o lado mas a pessoa colhe o que planta. Ele vai ter a dificuldade que já teve noutros clubes e não sei como vai aguentar essa pressão. Pelo que vejo, acompanho, está uma pressão constante sobre ele, sobre o presidente, uns apoiam, outros não, sobretudo as mulheres. Vai ter de conviver com isso», explica Artur, batizado com rei Artur, ainda quando jogava no Brasil.
 
 

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