Oliveira entende lágrimas de Conceição

FC Porto 04-08-2020 13:51
Por Rogério Azevedo

Sérgio Conceição entrou na história do futebol português ao garantir, na final da Taça de Portugal, mais uma dobradinha. A 8.ª do FC Porto. Depois de Dorival Yustrich (1955/1956), Tomislav Ivic (1987/1988), António Oliveira (1997/1998), José Mourinho (2002/2003), Co Adriaanse (2005/2006), Jesualdo Ferreira (2008/2009) e André Villas Bolas (2010/2011). Se outros sete treinadores dos dragões conseguiram vencer campeonato e taça numa mesma época, qual a razão por que Sérgio Conceição entrou na história do futebol português? Simples. É o primeiro a ganhar a dobradinha, como jogador e depois como treinador, ao serviço do mesmo clube.

Há 22 anos, a 24 de maio de 1998, o FC Porto bateu o SC Braga, na final da Taça de Portugal, por 3-1. Sérgio Conceição jogou os 90 minutos desse jogo no Jamor. Era o consumar da terceira dobradinha dos dragões, que um mês antes, a 24 de abril, ao baterem o Boavista por 3-2, tinham garantido a vitória no campeonato. Que finalizaram, três jornadas mais tarde, com 9 pontos de vantagem sobre o Benfica.

Agora, mais de duas décadas depois, Sérgio Conceição ganhou, como treinador, campeonato e taça em 2019/2020. Nunca ninguém o fizera no FC Porto como jogador e treinador. O único que poderia ter feito, aliás, era António Oliveira, pois Dorival Yustrich, Tomislav Ivic, José Mourinho, Co Adriaanse, Jesualdo Ferreira e André Villas Boas nunca jogaram no FC Porto.

 

António Oliveira não sabia que apenas dois homens tinham ganho dobradinhas como jogador e treinador.  «Não ligo muito a estatísticas, gostava mesmo era de jogar futebol; se pudesse, ainda hoje jogaria e nas 24 horas do dia», começou por dizer.
 

Depois, comentando as dobradinhas, comparou-as a algo muito especial: «Se fosse fácil ganhar Campeonato e Taça, todos anos havia dobradinha. Por isso entendo bem as lágrimas do Sérgio. São momentos únicos e, por isso, inesquecíveis. Olhe, se me é permita a expressão, ganhar a dobradinha é como ter o orgasmo supremo!».
 

«Ele é, como treinador, o que era como jogador. Irreverente, talentoso, trabalhador», elogia. O homem que alcançou a dobradinha para o FC Porto em 1997/1998 lança, já, o futuro: «É preciso agora saber se os responsáveis do clube conseguem dar-lhe as condições necessárias para que, em 2020/2021, o Sérgio tenha sucesso. Ele é homem e treinador de causas e de ideais. Elas são a sua força motriz. Temos de ter um plantel bom, melhor do que na época passada. O Benfica vai ter um grande plantel, o Sporting vai reforçar-se e SC Braga e V. Guimarães estão a reforçar-se. Não podemos subestimar os nossos adversários.»

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