SC Braga, a concorrência que se cuide (artigo de José Manuel Delgado)

CRÓNICAS DE UM MUNDO NOVO 01-08-2020 10:47
Por José Manuel Delgado

A 19 de janeiro de 2021 o SC Braga celebra o centésimo aniversário, momento marcante para qualquer entidade. A temporada futebolística de 1920/21 será, pois, especial para os arsenalistas, que procurarão adornar com títulos um ano tão especial.

 

Olhando para aquilo que os minhotos fizeram na década de 2010/11 de 2019/20, constatamos uma progressão segura na hierarquia do futebol português, traduzida na classificação da I Liga: um nono lugar, um quinto, seis quartos e dois terceiros. A este percurso acresce uma final europeia e triunfos na Taça de Portugal e Taça da Liga. Mas não só. Braga, cidade de desporto - que, para além do seu ‘Sporting’, tem um número sem fim de coletividades, as mais expressivas, quiçá, o Hóquei e o ABC, que tantas glórias tem dado - cresceu na exclusividade do apoio ao seu emblema mais representativo e isso poderia ser ainda mais notório se em vez da joia arquitetónica de Souto Moura, a opção tivesse passado pela requalificação do estádio 1.º de Maio (e não digam que não era patrimonialmente possível porque vivemos no Mundo que deitou abaixo Wembley e modernizou o estádio Olímpico de Berlim!) mais acessível, mais friendly ao público e mais dentro da cultura desportiva de uma cidade que ia a pé ao futebol, desde os tempos em que a Avenida que se descia para chegar ao ‘28 de Maio’ era a Marechal Gomes da Costa.

 

À entrada da terceira década do século XXI, o SC Braga está a revelar aquilo que tem faltado a muitos clubes, ou seja, uma grande capacidade de compatibilizar o projeto desportivo com a sustentabilidade financeira, tendo, ao mesmo tempo, uma infraestrutura que sustenta as necessidades presentes vindouras.

 

Peguemos em três exemplos, uns já concretizados, outros muito adiantados, que nos dão boa nota da filosofia que está a presidir às arsenalistas: Nas ‘vendas’ de Trincão, Paulinho e Rúben Amorim, substituídos no Nico Gaitán, Taremi e Carlos Carvalhal, o SC Braga pode realizar uma mais valia de 60 milhões de euros. Estava bem servido com os que saem, ficará por certo bem servido com os que entram, e pelo caminho forra as arcas sem comprometer a ambição que faz com que sócios e adeptos sonhem acordados.

Por isso, à entrada da época em que os arsenalistas vão festejar o centenário, a concorrência que se cuide...

 

A FINAL DA TAÇA DE PORTUGAL

 

Final da Taça em Coimbra, pela primeira vez a Prova Rainha do nosso futebol decide-se fora da Grande Lisboa ou do Porto. É pena que, por uma conjuntura excecional, a festa saísse do Jamor (por razões de operacionalidade sanitária e não por receios securitários), onde deverá regressar, em todo o seu esplendor histórico, em 2021.

 

Um bom jogo em perspetiva, sem favoritos, como é timbre das finais, o 91.º da retoma, que em boa hora foi colocado no calendário.

 

Com este clássico, encerra-se a época mais atípica do futebol português, sem que se saiba muito bem com que iremos contar em 2020/21. Mas, viva-se um dia de cada vez... 

  

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