«Em Portugal não se valoriza o guarda-redes nacional»

Futebol 31-07-2020 15:44
Por Entrevista de Pascoal Sousa

Após duas épocas no Paços de Ferreira, sendo titular na subida à Liga e na última campanha que desaguou na permanência, o guarda-redes Ricardo Ribeiro quer experimentar outros voos. O seu nome vem sendo associado aos espanhóis do Granada e onde seja que vá jogar quer provar que em Portugal o que não falta é qualidade nas balizas.

 

O Paços de Ferreira sofreu quase até ao fim para garantir a permanência na Liga, mas pessoalmente foi mais um ano de afirmação para o Ricardo Ribeiro. Que balanço faz da temporada?
 

- Acabou por não ser um ano fácil, também por causa das questões da pandemia. Tivemos um início menos bom, com a troca de treinador à quarta jornada, mas com a entrada de Pepa melhorámos imenso. Por outro lado, em janeiro reforçámo-nos de forma capaz com jogadores que conheciam bem o futebol português. Queríamos melhor, claro, mas devido às circunstâncias o importante foi no fim alcançar aquele que era o nosso grande objetivo, a permanência.

 

- Entretanto, após dois anos em que foi titular indiscutível diz adeus ao clube. É verdade que nos últimos meses tem sido sondado pelo Granada?
 

- Os meus empresários é que tratam desses assuntos. Da minha parte o que quero é que cheguem propostas para decidir. Liga espanhola… Se isso acontecesse seria fantástico, defrontar os melhores do mundo e estar num dos campeonatos mais competitivos do planeta.


- Essa ideia de emigrar, de procurar campeonatos mais atraentes e exigentes, nasceu quando?
 

- Não é de agora, há muito que tenho a curiosidade de experimentar outros campeonatos. No passado existiram diversas hipóteses de jogar lá fora, mas ou tinha contrato e os clubes não chegavam a acordo ou não queriam que eu saísse. Por isso fui continuando em Portugal, mais na Liga 2 do na que Liga. Infelizmente, as coisas às vezes não acontecem como queremos. Mas ainda vou a tempo.

 

- O seu nome surge associado ao Granada por causa da eventual transferência do Rui Silva. Ele, mais do que ninguém, é um modelo de superação, porque em Portugal era pouco conhecido. É um bom exemplo para si?
 

- A minha ideia é tirar um pouco essa desconfiança que existe à volta dos guarda-redes portugueses. O Rui Silva é um claro exemplo de qualidade e talento e acho que já merece ir à Seleção pelo que tem feito no Granada. O que noto é que em Portugal os guarda-redes nacionais têm sempre de mostrar mais que os outros. Lá fora é ao contrário, os estrangeiros é que têm de provar serem merecedores de lá jogar. Infelizmente, aqui dentro o pensamento é diferente
 

Leia a entrevista completa na edição impressa ou digital de A BOLA.

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